Avaliando o uso de metodologias ativas na formação em saúde: História das Instituições e Políticas Públicas de Saúde

Frederico Viana Machado, Alcindo Antônio Ferla, Bruna Saraiva dos Santos, Lisiane Boer Possa, Vitória D’Avila Pedroso, Iasmin Oliveira Carneiro

Resumo


O presente trabalho discute o impacto formativo e reflexivo em participantes de um projeto de extensão que buscava, por meio de visitas à instituições históricas de saúde, superar desafios do ensino em saúde. Os objetivos desta pesquisa avaliativa foram: discutir a formação de profissionais para o SUS, problematizando a articulação entre atividades de extensão, as vivências na realidade dos serviços de saúde e os processos de aprendizagem; avaliar o uso de metodologias participativas na formação dos profissionais de saúde; analisar as diferenças dos efeitos das vivências para os alunos de diferentes cursos do campo da saúde; observar se as vivências contribuem para que os elementos históricos sejam relacionados aos campos de atuação; e mapear as principais impressões do encontro com o cotidiano dos serviços e suas histórias. De abordagem qualitativa, para melhor compreensão dos processos subjetivos envolvidos nos processos de aprendizagem utilizamos entrevistas semi-estruturadas, questionário aberto e um grupo focal. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo e agrupados em seis categorias: relação Teoria e Prática; Historicidade das Políticas Públicas; Evolução e Avaliação das Políticas de Saúde; Estigma, Preconceito e Discriminação; Interdisciplinaridade; e Implicação e Empatia. Nossas análises apontam a importância do uso das metodologias ativas para o ensino em saúde, sobretudo para conteúdos mais diretamente sensíveis às questões sociais. Identificamos a importância de extrapolarmos as fronteiras disciplinares e entre os cursos de graduação, fomentando a interação entre alunos dos diversos campos formativos, e a fronteira acadêmica, via extensão, aproximando a universidade e a sociedade.


Palavras-chave


metodologias ativas; extensão universitária; instituições de saúde; políticas públicas

Texto completo:

Português

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2019v5n3p%25p

DOI (Português): https://doi.org/10.18310/2446-48132019v5n3.2316g413

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