Residência de Medicina de Família e Comunidade em uma Unidade Básica de Saúde Tradicional

Mariana Oliveira Zacharias, Stefan Vilges de Oliveira, Larissa Silva Soares

Resumo


Introdução: As Unidades Básicas de Saúde (UBS) desempenham papel central na garantia à população à serviços de saúde. Dotar estas unidades de condições para um atendimento de qualidade é um desafio. Relato: Residentes do primeiro ano de Medicina de Família e Comunidade (MFC)da Universidade Federal de Uberlândia foram direcionados em março de 2018 para uma UBS tradicional (constituída por clínico, pediatra e ginecologista). A partir da contratação de preceptoras especialistas em MFC, formou-se outra equipe, de estratégia básica, composta por elas e residentes. Foi feita territorialização e a distribuição de microáreas para cada residente e construídas planilhas com dados dos pacientes. Assim, foi possível conhecer o perfil da população, implementando diversas ações: grupos, visitas domiciliares, organização da agenda por meio do “acesso avançado”. Reuniões com esta equipe propiciaram espaço de educação permanente e formulação de Projetos Terapêuticos Singulares. A população demonstrou satisfação com as mudanças por meio da Ouvidoria de Saúde. Quantitativamente, os atendimentos aumentaram 17%, sendo que o clínico representou 86% do total desse aumento e houve 40% menos exames laboratoriais solicitados Discussão e considerações finais: A Residência de MFC ofereceu condições para alcançar melhorias no acesso e qualidade dos serviços ofertados pela UBS. A experiência foi bem-sucedida e deveria ser estimulada em outros cenários da Atenção Básica. Propõe-se que as esferas governamentais incentivem a seleção de especialistas em MFC para atuarem na APS e promovam transições de UBS tradicionais para equipes com a Estratégia de Saúde da Família.


Palavras-chave


Estratégia de Saúde da Família; Saúde Coletiva; Atenção Primária à Saúde; Internato e Residência; Serviços de Saúde

Texto completo:

PORTUGUÊS

Referências


- Neiva, T. Atenção primária, estratégia saúde da família e medicina de família e comunidade: definições para uma atenção à saúde de alto rendimento, 2012. Disponível em:. Acesso em 22 de maio de 2019.

-Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.

- Brasil. Ministério da Saúde. Gabinete no Ministro. Portaria n° 2.436, de 21 de setembro 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, Brasília DF, 22 de setembro. 2017, p. 68.

- Rodrigues RD, Anderson MIP. Saúde da Família: uma estratégia necessária. RevBrasMedFamComunidade.2011; 6(18): 21-24.

- Anderson MIP,Gusso G, Filho EDC. Medicina de Família e Comunidade: especialistas em integralidade. Revista APS. 2005; 8(1): 61-67.

- Boletim de Vigilância em Saúde. Uberlândia, MG, v.7, n.7, mai 2018. Disponível em: . Acesso em 15 jan 2019.

- Macinko J,GuanaisFC, Fátima M, Souza M. Evaluation of the impact of the family health program on infant mortality in Brazil, 1990-2002. J Epidemiol Community Health. 2006 Jan;60(1):13-9.

- Rocha R, Soares RR. Evaluating the impact of community-based health interventions: evidence from Brazil's Family Health Program. Health Economics. 2010; 19: 126-158.

- Macinko J, Lima-Costa MF. Horizontal equity in health care utilization in Brazil, 1998-2008. Int J Equity Health. 2012; 11(1):33.

- Couttolenc B,Dmytraczenko TU. Studies Series 2: Brazil’s Primary Care Strategy, The World Bank, Washington DC, 2013.

- Mcwhinney IR. Medicina de família. Barcelona: DoymaLibros, 1995.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2020v6n2p%25p

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132020v6n2.2456g532

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. Novidade 2019: a Saúde em Redes foi aprovada para indexação na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS