Obstáculos e Facilitadores para o trabalho em rede de serviços de atendimento às mulheres em situação de violência

EMMANUELA NEVES GONSALVES, LILIA BLIMA SCHRAIBERR

Resumo


O presente trabalho objetivou mapear os obstáculos e os facilitadores para o trabalho em rede de serviços a partir de revisão bibliográfica sobre a atuação em rede de atendimento a mulheres em situação de violência empreendida nas bases Scielo e Lilacs, no período entre os anos de 2008 e 2018. Foram selecionados dezessete artigos que tratavam do tema e a discussão sobre os obstáculos e facilitadores de trabalho em rede foi dividida em três planos de análise: plano gestão; plano interinstitucional; plano práticas profissionais, enquanto novo modo de abordagem para mapear e discutir achados da revisão. Pretendemos contribuir para a produção de conhecimento sobre o trabalho em rede de atendimento às mulheres em situação de violência, especialmente no campo da Saúde Coletiva. E, ainda, no plano da assistência, contribuir para a viabilidade deste tipo de atuação de modo a identificar seus obstáculos e superá-los a partir do fortalecimento de seus facilitadores. Os achados mostram que cada plano de fato possui questões próprias, mostrando-se, contudo, que em todos eles são apontados mais obstáculos do que elementos facilitadores para a atuação em rede.


Palavras-chave


Rede; Violência de gênero; Saúde.

Texto completo:

PORTUGUÊS

Referências


Krug EG, Dahlberg LL, Mercy JA, Zwi AB, Lozano R. Krug .(Ed). World report on violence and health. World Health Organization Geneva; 2002. 346 p. Disponível em: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/42495/1/9241545615_eng.pdf. Acessado em: 12 de outubro de 2019.

Berger, Sônia Maria Dantas. Violência entre Parceiros Íntimos: Desafios no ensino e atenção em saúde. Revista Brasileira de Educação Médica. 35(4). 526-534. 2011.

D'Oliveira AFPL, Schraiber LB. Mulheres em situação de violência: entre rotas críticas e redes intersetoriais de atenção. Rev Med (São Paulo); 92(2); Abri./jun. 2013; p. 134-40. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/79953/83887.

Schraiber LB, d’Oliveira AFPL, Portella AP, Eleonora M. Violência de gênero no campo da Saúde Coletiva: conquistas e desafios. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2009, vol.14, n.4, pp.1019-1027. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232009000400009&script=sci_abstract&tlng=pt. Acessado em: 10 de outubro de 2019.

Arboit J, Padoin SMM, Vieira LB, Paula CC, Costa MC, Cortes LF. Atenção à saúde de mulheres em situação de violência: desarticulação dos profissionais em rede. Rev. Esc. Enferm. USP; 51:e032072017. 2017. - http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342017000100408&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

Cortes, Laura Ferreira; Padoin, Stela Maris de Mello; Kinalski, Daniela Dal Forno. - Instrumentos para articulação da rede de atenção às mulheres em situação de violência: construção coletiva. Rev. gaúch. enferm; 37(spe):e2016-00562016. - http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1983-14472016000500420&lng=pt&tlng=pt

Gomes NP, Bomfim ANA, Diniz NMF, Souza SS, Couto TM. Percepção dos profissionais da rede de serviços sobre o enfrentamento da violência contra a mulher. Rev. enferm. UERJ; 20(2):173-178abr.-jun. 2012. - http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/4035

Menezes PRM, Lima IS, Correia CM, Souza SS, Erdmann, AL, Gomes, NP. Enfrentamento da violência contra a mulher: articulação intersetorial e atenção integral. Saúde Soc 2014; 23(3):778-786. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902014000300778&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. Acessado em: 15 de outubro de 2019.

d’Oliveira AFPL, Schraiber LB, Hanada H, Durand J. Atenção integral à saúde de mulheres em situação de violência de gênero: uma alternativa para a atenção primária em saúde. Ciênc. saúde coletiva; 14(4):1037-1050julho-ago. 2009. - http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232009000400011&script=sci_abstract&tlng=pt.

Kalishman, Artur Olhovetchi e Ayres, José Ricardo de Carvalho Mesquita. Integralidade e tecnologias de atenção à saúde: uma narrativa sobre contribuições conceituais à construção do princípio da integralidade no SUS. Ensaio. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 32(8):e00183415, ago, 2016. http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00183415

TEIXEIRA, Ricardo Rodrigues. O Acolhimento num Serviço de Saúde Entendido como uma Rede de Conversações. In:PINHEIRO, Roseni e MATTOS, Ruben Araujo (ORGs). CONSTRUÇÃO DA INTEGRALIDADE: COTIDIANO, SABERES E PRÁTICAS EM SAÚDE. RIO DE JANEIRO: UERJ, IMS: ABRASCO, 2007. P. 91-114.

Brigagão, Jacqueline Isaac Machado; Santos, Fernando Burgos Pimentel dos; Spink, Peter Kevin. - A sustentabilidade e a continuidade de redes de articulação: o caso do Iluminar Campinas. Saúde Soc; 25(2):361-368tab. 2016. - http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v25n2/1984-0470-sausoc-25-02-00361.pdf

Costa MC, Silva EB, Soares JSF, Borth LC, Honnef F. Mulheres rurais e situações de violência: fatores que limitam o acesso e a acessibilidade à rede de atenção à saúde. Rev. Gaúcha Enferm., 2017, vol.38, no.2. ISSN 1983-1447 - http://www.seer.ufrgs.br/index.php/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/59553

Dutra, Maria de Lourdes; Prates, Paula Licursi; Nakamura, Eunice; Villela, Wilza Vieira. - A configuração da rede social de mulheres em situação de violência doméstica. Ciênc. saúde coletiva; 18(5):1293-1304Mai. 2013.ilus, tab. - http://www.scielo.br/pdf/csc/v18n5/14.pdf

Gomes, Nadirlene Pereira; Erdmann, Alacoque Lorenzini; Mota, Larissa Larie; Carneiro, Jordana Brock; Andrade, Selma Regina de; Koerich, Cintia. - Encaminhamentos à mulher em situação de violência conjugal. Mundo saude (Impr); 37(4):377-384out. 2013. - http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&base=LILACS〈=p&nextAction=lnk&exprSearch=756268&indexSearch=ID

LETTIERE, Angelina; NAKANO, Ana Márcia Spanó. Rede de atenção à mulher em situação de violência: os desafios da transversalidade do cuidado. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2015 out./dez.;17(4). - https://revistas.ufg.br/fen/article/view/32977.

Osis, Maria José Duarte; Duarte, Graciana Alves; Faúndes, Aníbal. - Violência entre usuárias de unidades de saúde: prevalência, perspectiva e conduta de gestores e profissionais. Rev. saúde pública = J. public health; 46(2):351-358Apr. 2012.tab. - http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0034-89102012000200018&lng=e&tlng=pt .

Porto, Roberta Taynan Souza; Bispo Júnior, José Patrício; Lima, Elvira Caires de. - Violência doméstica e sexual no âmbito da Estratégia de Saúde da Família: atuação profissional e barreiras para o enfrentamento. Physis (Rio J.); 24(3):787-807Jul-Sep/2014. - http://www.scielo.br/pdf/physis/v24n3/0103-7331-physis-24-03-00787.pdf .

Silva, Ethel Bastos da; Padoin, Stela Maris de Mello; Vianna, Lucila Amaral Carneiro. - Mulher em situação de violência: limites da assistência. Ciênc. saúde coletiva; 20(1):249-25801/2015. - http://www.scielo.br/pdf/csc/v20n1/pt_1413-8123-csc-20-01-00249.pdf.

Rolim, K. I., & Falcke, D. (2017 ). Violência conjugal, políticas públicas e rede de atendimento: percepção de psicólogos(as). Psicologia: Ciência e Profissão, 37(4), 939-955. 10.1590/1982-3703003332016

Santos CM. Curto-circuito, falta de linha ou na linha? redes de enfrentamento à violência contra mulheres em São Paulo. Estudos Feministas. Florianópolis. 23(2): 352; maio-agosto/2015. p. 577-600. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/38878/29356.

Santos, Manoel Antônio dos; Vieira, Elisabeth Meloni. - Recursos sociais para apoio às mulheres em situação de violência em Ribeirão Preto, SP, na perspectiva de informantes-chave. Interface comun. saúde educ; 15(36):93-108jan.-mar. 2011.

Vieira, Letícia Becker; Souza, Ivis Emília de Oliveira; Tocantins, Florence Romijn; Pina-Roche, Florentina. Apoio à mulher que denuncia o vivido da violência a partir de sua rede social. Rev. latinoam. enferm; 23(5):865-873Sept.-Oct. 2015 - http://www.scielo.br/pdf/rlae/v23n5/pt_0104-1169-rlae-23-05-00865.pdf.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n2p%25p

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132021v7n2.3083g664

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes (ISSN 2446-4813) foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. A Saúde em Redes é indexada na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorim; Google Acadêmico; DOAJ; COLECIONASUS