EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA SALA DE ESPERA: espaço de produção de cuidado e trabalho interprofissional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n2p73-82

Palavras-chave:

Educação em Saúde, Promoção da Saúde, Atenção Primária à Saúde.

Resumo

A Atenção Primária à Saúde apresenta-se como um setor de destaque para ações de Educação em Saúde, sobretudo nos momentos de sala de espera. O presente escrito trata-se de um relato de experiência que objetiva problematizar os momentos de Educação em Saúde nas salas de espera como espaços de produção de cuidado e trabalho interprofissional. As ações ocorreram em duas Unidades de Saúde da Família da cidade de Barreira, Bahia, no período de 1 ano com os acadêmicos dos cursos da saúde vinculados ao Programa de Educação para o Trabalho em Saúde Interprofissionalidade da Universidade Federal do Oeste da Bahia. A partir do diálogo dos discentes do programa com a equipe das unidades participantes, definiram-se temas que abordaram saúde da mulher e do homem, doenças crônicas, saúde mental, hábitos de vida, planejamento familiar, entre outros. Foram utilizadas metodologias como encenações teatrais, dinâmicas e rodas de conversa. Essas atividades não só possibilitaram encontros de saberes como também transformações na maneira de pensar a formação e o aprendizado. Percebeu-se que as atividades de extensão passaram a cumprir seu papel político em interface com o ensino e a pesquisa. Um dos grandes desafios enfrentados nas ações foi o compromisso com uma abordagem integral do sujeito. A Educação em Saúde, nas salas de espera, pode ser consolidada como uma prática de produção de cuidado em saúde. Por intermédio dela, é possível fornecer um cuidado territorializado, estimulando o trabalho interprofissional e a participação social.

Biografia do Autor

MARIA LIDIANY TRIBUTINO DE SOUSA, Universidade Federal do Oeste da Bahia

Maria Lidiany Tributino de Sousa. Doutora em Saúde Coletiva, Professora do Centro das Ciências Biológicas e da Saúde e tutora do PET-Saúde Interprofissionalidade da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), maria.sousa@ufob.edu.br, ORCID: 0000-0002-2332-8821

Referências

Prado NMBL, Santos AM. Health promotion in Primary Health Care: systematization of challenges and intersectoral strategies. Saúde debate. 2018 [acesso em 2020 Mai 02]; 42(1): 379-395. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-1042018000500379&lng=en Doi: 10.1590/0103-11042018s126.

Rosa J, Barth PO, Germani ARM. A sala de espera no agir em saúde: espaço de educação e promoção à saúde. Perspectiva. 2011 [acesso em 2020 Fev 12]; 35(129):121-130. Disponível em: http://www.uricer.edu.br/site/pdfs/perspectiva/129_160.pdf

Flisch TMP, Alves RH, Almeida TAC, Torres HC, Schall VT, Reis DC. Como os profissionais da atenção primária percebem e desenvolvem a Educação Popular em Saúde? Interface (Botucatu). 2015 [acesso em 2020 Out 16]; 18 suplemento 2: S1255-1268. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832014000601255&lng=en Doi: 10.1590/1807-57622013.0344.

Marcondes RS, Rahm E. Funções dos Educadores Sanitários de São Paulo. Arq. Fac. Hig. Saúde Pública Univ. São Paulo [Internet]. 1959 [acesso em 2020 Fev 26]; 13(1):201-18. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/afhsp/article/view/85636 Doi: 10.11606/issn.2358-792X.v13i1p201-218.

Freire P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25° ed. São Paulo: Paz e Terra; 1996 [acesso em 2020 Jan 26]. Disponível em: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/interespaco/article/view/10355/0 Doi: 10.18764/2446-6549.2019.10355.

Becker APS, Rocha NL. Ações de promoção à saúde em sala de espera: contribuições da Psicologia. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia. 2018 [acesso em 2020 Out 18]; 12(1): 37 – 50. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-44272017000200004&lng=pt&nrm=iso Doi: 10.36298/gerais2019120104.

Spencer JC. The usefulness of qualitative methods in rehabilitation: issues of meaning, of context and of change. Arch Phys Med Rehabil. 1993 [acesso em 2020 Mai 06]; 74: 119-126. Disponível em: https://www.archives-pmr.org/article/0003-9993(93)90348-E/fulltext#articleInformation Doi: 10.5555/uri:pii:000399939390348E.

Tesser CD, Luz MT. Racionalidades médicas e integralidade. Cien Saude Colet. 2008 [acesso em 2020 Mai 15]; 13(1): 195-206. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232008000100024&lng=en&nrm=iso Doi: 10.1590/S1413-81232008000100024.

Catalani C, Velasco PDN. A maiêutica socrática e o professor lipmaniano: uma relação possível? Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação. 2014 [acesso em 2020 Out 17]; (22): 2-23. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/resafe/article/view/4648 Doi: 10.26512/resafe.v0i22.4648.

Alves VS. Um modelo de educação em saúde para o Programa Saúde da Família: pela integralidade da atenção e reorientação do modelo assistencial. Interface (Botucatu). 2005 [acesso em 2020 Mai 15]; 9 (16): 39-52. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832005000100004&lng=en Doi: 10.1590/S1414-32832005000100004.

Kleinman A, Eisenberg L, Good B. Culture, illness and care: clinical lessons from anthropologic and cross-cultural research. Ann Int Med. 1978 [acesso em 2020 Mai 16]; 88 (2): 251-258. Disponível em: https://www.acpjournals.org/doi/10.7326/0003-4819-88-2-251?url_ver=Z39.88-2003&rfr_id=ori%3Arid%3Acrossref.org&rfr_dat=cr_pub++0pubmed& Doi: 10.7326/0003-4819-88-2-251.

Falkenberg MB, Mendes TPL, Moraes EP, Souza EM. Educação em saúde e educação na saúde: conceitos e implicações para a saúde coletiva. Ciência & Saúde Coletiva. 2014 [acesso em 2020 Fev 26]; 19 (3): 847-852. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232014000300847&lng=en Doi: 10.1590/1413-81232014193.01572013.

Campos GWS. Saúde Paidéia. São Paulo: Hucitec; 2003.

Ayres JRCM. O cuidado, os modos de ser (do) humano e as práticas de saúde. Saúde e Soc. 2004 [acesso em 2020 Mai 16]; 13(3): 16-29. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902004000300003&lng=en Doi: 10.1590/S0104-12902004000300003.

Agreli HLF, Peduzzi M, Silva MC. Atenção centrada no paciente na prática interprofissional colaborativa. Interface (Botucatu). 2016 [acesso em 2020 Out 18]; 20 (59): 905-916. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832016000400905&lng=en Doi: 10.1590/1807-57622015.0511.

Figueiredo MFS, Neto JFR, Leite MTS. Educação em saúde no contexto da Saúde da Família na perspectiva do usuário. Interface (Botucatu). 2012 [acesso em 2020 Fev 26]; 16 (41): 315-29. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832012000200003&lng=en Doi: 10.1590/S1414-32832012000200003.

Feijão AR, Galvão MTG. Ações de educação em saúde na atenção primária: revelando métodos, técnicas e bases teóricas. Rev Rene. 2007 [acesso em 2020 Fev 16]; 8 (2): 41-49. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/13459

Reeves S. Porque precisamos da educação interprofissional para um cuidado efetivo e seguro. Interface. 2016 [acesso em 2020 Out 16]; 20 (56): 185-196. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832016000100185&lng=en Doi: 10.1590/1807-57622014.0092.

Toscano GS. Extensão universitária e formação cidadã: a UFRN e a UFBA em ação [dissertation]. Natal: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 2006. 288 p.

Downloads

Publicado

2021-12-01