O uso das redes sociais pelos órgãos gestores do Sistema Único de Saúde

Autores

  • Carla Sasso Simon Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Rafael Zaneripe de Souza Nunes Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Marieli Mezari Vitali Universidade Federal de Santa Caratina
  • Cibele Barsalini Martins Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n3p143-157

Palavras-chave:

gestão em saúde, sistema único de saúde, redes sociais.

Resumo

Objetivo: o presente estudo tem como objetivo compreender como ocorre o uso das redes sociais por gestores do Sistema Único de Saúde em nível municipal, estadual e nacional e seu alcance para a população. Métodos: trata-se de um estudo documental de métodos mistos e descritivo, realizado nas redes sociais Instagram, Facebook e Twitter da Secretaria Municipal de Saúde de Criciúma, Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina e Ministério da Saúde. Considerou-se na análise quantitativa o número de publicações, curtidas, seguidores e comentários, e na análise qualitativa o conteúdo das postagens, comentários, respostas aos comentários e engajamento. Resultados: os resultados indicaram o baixo alcance da população nas redes sociais dos órgãos investigados e o destaque no número de postagens em âmbito nacional. Ainda, no que se refere ao conteúdo das postagens, o Ministério da Saúde destaca publicações educativas, enquanto as secretarias municipal e estadual apresentam mais postagens relacionadas a repasses financeiros e compra de novos equipamentos. Conclusão: foi possível identificar que, apesar da importância das redes sociais no acesso e disseminação de informações, avanços ainda são necessários para contemplar as potencialidades e fortalecimento dos serviços de saúde a partir da internet.

Biografia do Autor

Carla Sasso Simon, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Doutoranda em Ciências da Saúde pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Especialização em Saúde Coletiva pelo Programa de Residência Multiprofissional em Atenção Básica/Saúde Coletiva da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Especialização em Gestão em Saúde pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialização em Avaliação Psicológica pelo Instituto Rhema e em Educação Permanente pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz.

Rafael Zaneripe de Souza Nunes, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Mestrando em Saúde Coletiva pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Especialização em Saúde Coletiva pelo Programa de Residência Multiprofissional em Atenção Básica/Saúde Coletiva da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC).

Marieli Mezari Vitali, Universidade Federal de Santa Caratina

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista em Psicodrama Psicoterapêutico pelo Centro Universitário Amparense (UNIFIA). Professora do departamento de Psicologia das Faculdades ESUCRI.

Cibele Barsalini Martins, Universidade Federal de Santa Catarina

Professora vinculada ao curso de graduação em Administração e ao Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutora em Administração pelo Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade Nove de Julho.

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Publicado

2021-12-21

Edição

Seção

Artigos Originais