CUIDADO OU VIOLÊNCIA?: considerações sobre acolhimento e atenção de parturientes em um hospital público

Autores

  • Auzy Cleyce Costa Sousa https://orcid.org/0000-0001-9882-2253
  • Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira Universidade Federal do Pará
  • Maria Lúcia Chaves Lima Universidade Federal do Pará
  • Edna Abreu Barreto Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2021v7n3p359-3374

Palavras-chave:

Cuidado no parto, Parto humanizado, violência obstétrica.

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar as percepções de mulheres puérperas internadas em um hospital-maternidade público, localizado no interior do Pará, acerca do acolhimento e atenção que receberam durante o seu processo de parto. A pesquisa compara tais percepções das entrevistadas com o que está preconizado pelas legislações acerca da assistência ao parto no Brasil. A pesquisa mostrou que a falta de conhecimento das mulheres sobre seus direitos as faz avaliarem como positivo o acolhimento que tiveram no hospital investigado, não identificando uma série de violências obstétricas a que foram submetidas, como a falta de privacidade e acolhimento na admissão do hospital e falta de informações em seus processos de parto. Conclui-se a necessidade de se investir em uma política de informação às usuárias sobre seus direitos durante todo o período de gestação, parto e puerpério.

Biografia do Autor

Auzy Cleyce Costa Sousa

Possui graduação em Bacharelado em Psicologia pela Universidade Federal do Pará (2006) e graduação em Formação de Psicólogo pela Universidade Federal do Pará (2006). É Especialista em Psicologia da Saúde e Hospitalar. Mestra pelo Programa de pós-graduação em Psicologia social PPGP/ UFPA. Atuou em projetos de Organizações Não Governamentais com Gênero e Direitos Sexuais e Reprodutivos.Trabalhou como psicóloga na Assistência social em Castanhal e Terra Alta. Foi psicóloga do Programa DST/AIDS no município de Castanhal desenvolvendo atividades de prevenção e tratamento. Trabalhou também, como psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde de Castanhal, atuando no Núcleo de Apoio a Saúde da Família - NASF. Foi coordenadora municipal de saúde mental em Castanhal (2017 a 2020). Atuou como psicóloga no Hospital Regional de Castanhal no enfrentamento a pandemia do CORONAVÍRUS. Também professora e psicóloga da Faculdade Estácio de Castanhal (2019/2020). Tem experiência na área da Psicologia Clínica, Social, da saúde e hospitalar com ênfase na saúde mental e saúde da mulher.

Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira, Universidade Federal do Pará

Psicólogo/UNAMA. Mestre e Doutor em Saúde Coletiva/ENSP. Professor associado III do curso de Psicologia da UFPA. Tem experiência na área de Saúde Coletiva e Psicologia, atua nos campos do conhecimento: saúde do trabalhador, sofrimento psíquico, análise institucional, política de saúde e monitoramento e avaliação. Atualmente é Coordenador do Programa de Pós-Graduação da UFPA

Maria Lúcia Chaves Lima, Universidade Federal do Pará

Doutora em Psicologia Social (PUC-SP), professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Pará, na qual coordena o Grupo Inquietações: arte, saúde e educação. Pesquisadora com experiência nas áreas de Psicologia Social, atuando principalmente sobre feminismo, relações de gênero e modos de subjetivação, diversidade sexual.

Edna Abreu Barreto, Universidade Federal do Pará

Possui graduação em Pedagogia (UFPA/1994), mestrado em Educação (Currículo) pela PUC de São Paulo (2000) e doutorado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (2008). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Currículo, atuando principalmente nos seguintes temas: políticas curriculares, políticas públicas de educação, livro didático, política educacional e gênero.

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Publicado

2021-12-21

Edição

Seção

Artigos Originais