CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DE TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL SOBRE PRÁTICAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE E ATENÇÃO À SAÚDE

Fabiana Martins Sales de Melo, Fábia Alexandra Pottes Alves, Theresa Pricilla Calado de Barros Gonçalves, Maria Ilk Nunes de Albuquerque, Maria Wanderleya de Lavor Coriolano-Marinus

Resumo


Objetivos: identificar o conhecimento de trabalhadores da construção civil acerca da Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem, traçar o perfil desses trabalhadores da construção civil quanto aos dados de identificação, condição socioeconômica e situação de saúde, acesso aos serviços de saúde para a prevenção e/ou tratamento de agravos e identificar os principais motivos e fatores culturais que interferem na busca pela atenção à saúde. Métodos: estudo transversal, com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada em empresas da construção civil, localizadas na cidade do Recife-PE. Foi aplicado um formulário estruturado, além da realização de uma atividade educativa que abordou questões sobre alimentação, uso de álcool e cigarro. Os dados foram analisados de forma descritiva e apresentados em tabelas, construídas pelo programa Epi Info 3.5.2. Resultados: Encontramos homens que na maioria classificam sua saúde como ótima/boa 56(77,7%), a maioria faz uso do álcool 57(79,2%), não usam nenhum método de prevenção contra DST’s45(62,5%), procuram os serviços de saúde pela atenção especializada, pronto socorro/ambulatórios 53(73,6%) e desconhecem a Politica Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Quanto às informações de prevenção de doenças, quando as tinham não eram utilizadas no dia a dia. Conclusão: Evidencia-se uma população de trabalhadores jovens, que considera a saúde como boa, embora tenha sido evidenciado elevado percentual de uso de álcool, com situações de embriaguez no ambiente de trabalho. Conclusão: Faz-se necessária a intensificação das praticas dos serviços de saúde, com ações educativas de efeito para os homens.


Palavras-chave


Saúde do Homem; Politica de Saúde; Serviços de saúde.

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2015v1n4p85-96

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132015v1n4.621g66

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