O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE SE (TRANS)ESCREVE

Autores

  • Renata Pekelman Grupo Hospitalar Conceição/ Escola GHC

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2016v2n4p418-432

Palavras-chave:

Educação em saúde, Profissionais de Saúde, Serviços de Saúde

Resumo

A formação técnica de agente comunitário de saúde (ACS) que foi regulamentada há mais de 10 anos, vem sendo pouco oferecida no Brasil. Esta é uma análise de parte dos trabalhos de conclusão do Curso Técnico em Agentes Comunitários de Saúde/ Escola GHC/IFRS. É uma pesquisa qualitativa, de base documental. A análise deu-se através do método de análise de conteúdos com quatro categorias empíricas: trabalho e identidade; mobilização e conquista; trabalho em equipe e a clínica do ACS. Como resultados tem-se no trabalho-identidade o território como espaço contraditório na representação como equipe/comunidade, a experiência do território oportuniza uma compreensão ampliada da saúde, construindo uma visão da integralidade; na mobilização e conquista, identifica-se um processo de constituição de sujeito individual e coletivo, o registro da própria história revela em si um empoderamento e o sentido de liderança; o trabalho em equipe como essência do trabalho do ACS, aponta para um conhecimento nuclear a ser compartilhado em equipe. A alteridade essencial para a equipe; clínica do ACS, as práticas em domicílios e outros espaços, como o exercício da clínica e do cuidado, vão de um olhar vigilante aos riscos e vulnerabilidades à uma clínica intimista, de segredos, escuta e acolhimento. 

Biografia do Autor

Renata Pekelman, Grupo Hospitalar Conceição/ Escola GHC

Mestre em Educação, Médica de Família e Comunidade, Coordenadora do Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde, Escola GHC/IFRS.

Referências

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Publicado

2017-05-09

Edição

Seção

Artigos Originais