DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E EXTENSÃO INOVADORA EM ATENÇÃO BÁSICA E EDUCAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA: UMA PROPOSTA DE AMBIENTE DO TRABALHO COMO COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM

Estela Maris Gruske Junges, Ricardo Burg Ceccim, Lisiane Bôer Possa, Stela Nazareth Meneghel

Resumo


Uma universidade federal e o gestor federal do Sistema Único de Saúde configuraram uma proposta de “desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora em atenção básica e educação em saúde coletiva” como comunidade de aprendizagem para uma formação-intervenção que insere em ambiente do trabalho na gestão um grupo de recém-formados em saúde coletiva e um grupo de recém residentes em atenção básica. Semelhante aos programas “recém mestre”,“recém doutor”ou “recém-graduado”, que permitem a incorporação dos jovens pesquisadores em estruturas de educação superior, técnica e tecnológica, institutos de pesquisa e mundo empresarial, a proposta foi um programa de incorporação de jovens bacharéis egressos de uma graduação específica em saúde coletiva e jovens especialistas egressos das residências médica ou em área profissional da saúde no escopo da atenção básica (medicina de família e comunidade ou medicina preventiva e social; saúde da família ou atenção básica; saúde mental coletivaou atenção psicossocial) em um ambiente do trabalho na gestão, de modo que este ambiente recebesse profissionais com formação específica e recente e profissionais com domínio da rede de serviços e práticas junto aos usuários das ações de saúde. A entrada de “novos” mobilizou o trabalho, assim como o contato entre coordenadores de políticas públicas e o “pessoal da ponta” para trocas recíprocas e funcionou como incubadora de conhecimentos e práticas inovadoras. O artigo apresenta o Programa e um pouco da sua história, tendo em vista o informe sobre uma metodologia inovadora na formação e na geração de processos de trabalho-formação.


Palavras-chave


Extensão Inovadora, Desenvolvimento Tecnológico, Atenção Básica, Educação em Saúde Coletiva, Comunidade de Aprendizagem, Sistema Único de Saúde

Texto completo:

PDF

Referências


Ceccim RB; Caballero RMS. Pesquisa-ação e educação permanente como desenvolvimento e mobilização de capacidades institucionais na interação ensino-serviço em saúde: interrogação à política e administração da educação. In: Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação, XXVI (Eixo temático 3: Política e Gestão no Ensino Superior.), 2013, Recife. Anais... Recife: Anpae, 2013 [acesso em 17 maio 2016]. Disponível em:

Lave J; Wenger E. Situated learning: legitimate peripheral participation. Cambridge: Cambridge University Press; 1991.

Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, 20 Dez 1996. (Artigos 39 e 40)

Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, 19 Set 1990. (Art. 14)

Ipiranga ASR; Menezes RB;Matos JLL; Maia GLL. Aprendizagem como ato de participação: a história de uma comunidade de prática.Cad. EBAPE.BR. 2005; 3(4):01-17.

Viana GM; Munford D; Ferreira MS; Mor L. Relações entre teoria e prática na formação de professores: investigando práticas sociais em disciplina acadêmica de um curso nas ciências biológicas. Educ rev. 2012; 28(4):17-49.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Núcleo de Educação, Avaliação e Produção Pedagógica em Saúde – EducaSaúde. Edital 04/2014. Processo Seletivo Público para o Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora em Atenção Básica e Educação em Saúde Coletiva [acesso em 17 julho 2016]. Disponível em:

Brasil. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. Resolução Normativa Bolsas no País – RN-023/1992 [acesso em 17 maio 2016]. Disponível em:

Brasil. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. Instrução de Serviço Bolsas Individuais no País – IS 002/1995 [acesso em 17 maio 2016]. Disponível em:

Brasil. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. O Programa RHAE - pesquisador na empresa [acesso em 17 maio 2016]. Disponível em:

Programa INOVA Talentos – Programa RHAE Trainee CNPq IEL [acesso em 17 maio 2016]. Disponível em

Pinto HA; Sales MJT; Oliveira FP; Brizolara R; Figueiredo AM; Santos JT. O Programa Mais Médicos e o fortalecimento da Atenção Básica. Divulg Saude Debate. 2014; 51:105-120.

Brasil. Ministério da Educação. Resolução CNE/CES nº 1, de 8 de junho de 2007. Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização. Diário Oficial da União, 2007.

Emereciano MS; Sousa CAL; Freitas LG. Ser presença como educador, professor, tutor [acesso em 17 maio 2016]. Disponível em: . Acesso em: 27 set. 2015.

Brasil. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde – EpiSUS, RN-001/2017 [acesso em 17 maio 2016]. http://www.cnpq.br/web/guest/view/-/journal_content/56_INSTANCE_0oED/10157/5645202

Junges EMG. Por uma educação que transborde a sala de aula: o trabalho é uma escola [dissertação]. Porto Alegre (RS): Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2016.

Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal; 1988.

Brasil. Portaria GM/MS nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família e para o Programa Agentes Comunitários de Saúde. Diário Oficial da União, 2011.

Ceccim RB. Atenção básica e educação em saúde coletiva: desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora. In: Ceccim RB; Rodrigues SG organizadores. Cadernos de Educação em Saúde Coletiva e Atenção Básica. Porto Alegre: Rede UNIDA; 2014:8-15.

Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Princípios e diretrizes para a gestão do trabalho no SUS (NOB/RH-SUS). 3 ed. rev. atual. Brasília: MS; 2005.

Machado MH. Gestão do trabalho em saúde. In: Pereira IB; Lima JCF editores. Dicionário da educação profissional em saúde. 2 ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: EPSJV; 2008:227-231.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2017v3n1p27-39

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132017v3n1.805g133

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes (ISSN 2446-4813) foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II. A Saúde em Redes é indexada na Base LILACS.

Indexada no LatindexDiadorim; Google Acadêmico; DOAJ; COLECIONASUS