OS DISCURSOS DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE ACERCA DO TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)

Paulo Henrique Almeida Pascoal, Maria Lúcia Chaves Lima, Bruna de Almeida Cruz, Jéssica Modinne de Souza e Silva

Resumo


O presente artigo visa apresentar o discurso dos profissionais da saúde acerca do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Para isto, recorri a uma roda de conversa com uma psicóloga, uma pediatra, uma geneticista e uma neuropediatra do Serviço Caminhar do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza. A escolha pela roda de conversa se deu pela oportunidade de produzir um diálogo aberto, extraindo mais informações dos participantes, colocando os mesmos na posição de protagonista na troca de conhecimentos. Os resultados obtidos apontam para uma medicalização dos problemas de aprendizagem, uma vez que os critérios de avaliação dentro do Serviço Caminhar, baseados no DSM IV, são vistos como principal meio para a produção do diagnóstico de TDAH. O TDAH é visto pelos dos profissionais da saúde do Caminhar como sendo uma patologia de ordem neurológica, mas as profissionais divergem quanto ao uso do metilfenidato para o tratamento dessa patologia. Dessa forma, analiso que as informações contidas neste artigo foram importantes para conhecer os discursos dos profissionais da saúde do Serviço Caminhar e seus posicionamentos com relação ao TDAH, tornando-se um estudo relevante para a discussão sobre a medicalização da educação em um centro de referência no Pará que é o Hospital Bettina Ferro de Souza.

Palavras-Chave: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Medicalização, Metilfenidato.


Palavras-chave


Saúde Coletiva; Educação Permanente; Sistema de Saúde; Saúde Pública; Serviços de Saúde; Profissionais de Saúde

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2017v3n3p222-229

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132017v3n3.861g293

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