Adaptação do jovem à universidade e o impacto no bem-estar psicológico do estudante de licenciatura em pedagogia

Laura Augusto de Souza, Sergio Roberto Kieling Franco

Resumo


Investigar a formação docente é essencial à universidade com o intuito de alcançar melhorias. Neste sentido, a temática deste estudo está inserida no projeto “Os fatores de acesso e permanência que envolvem a formação docente na UFRGS e seus contrastes com as expectativas e demandas do mundo do trabalho em escolas públicas da rede básica no Estado do RS”. O objetivo é contribuir para a compreensão dos fatores que levam à adaptação do estudante à universidade e o impacto deste processo no bem-estar do aluno de Licenciatura em Pedagogia a partir de cinco dimensões de adaptação (pessoal, interpessoal, carreira, estudo e institucional). Para verificar a adaptação do aluno ao curso utilizou-se o Questionário de Vivências Acadêmicas, com amostra estudantil dos alunos da Pedagogia, em versão adaptada ao contexto brasileiro. Os dados foram analisados a partir de estatística descritiva e relacionados com a fundamentação teórica apresentada, permitindo, assim, uma interpretação referencial apoiada desses dados. Em suma, poucos estudantes apresentaram sintomas relacionados à ansiedade, depressão ou estresse na pesquisa. A maioria dos alunos demonstrou-se satisfeitos com sua escolha pelo curso, seu desempenho acadêmico e os recursos oferecidos pela universidade. Além disso, apesar de demonstrarem algum nível de ansiedade e altas expectativas, isso não interfere de forma direta em seu desempenho acadêmico ou desejo de concluir o curso.


Palavras-chave


Adaptação Acadêmica; Bem-Estar Psicológico; Licenciatura em Pedagogia.

Texto completo:

PORTUGUÊS

Referências


VASCONCELOS, Celso dos Santos. Alguns (di)lemas do professor no contexto da complexidade. Revista Pátio, Porto Alegre, ano 7, n.27, 2003, p. 12-15.

CUNHA C. A Universidade e a Crise de Qualidade da Educação Básica. In: CUNHA, C; SOUZA, J.V; SILVA, M.A. (Org.). Universidade e Educação Básica: Políticas e articulações possíveis. Brasília: Liber Editora, 2012.

KUENZER, A. Z. A formação dos profissionais da educação: proposta de diretrizes curriculares nacionais. Educação v. 25, n. 1, jan./jun. 2000.

ALMEIDA, L; SANTOS, E. Vivências académicas e rendimento escolar: Estudo com alunos universitários do 1.º ano. Análise Psicológica (2001), 2 (XIX): 205-217.

BRASIL. Plano Nacional de Educação - PNE/Ministério da Educação. Brasília, DF: INEP, 2014.

PEIXOTO, M. do C. L. Plano Nacional de Educação 2011-2020: desafios para a educação superior.In: CUNHA, C; SOUZA, J.V; SILVA, M.A. (Org.). Universidade e Educação Básica: Políticas e articulações possíveis. Brasília: Liber Editora, 2012.

BRASIL. Senso da Educação Superior. Ministério da Educação. Brasília, DF: INEP, 2014. Acessado em: 10 de julho de 2017.

POLYDORO, S. A. (2000). O trancamento de matrícula na trajetória acadêmica no universitário: condições de saída e de retorno à instituição. Tese (Doutorado em Educação), Universidade Estadual de Campinas, 145 p.

IGUE, Érica Aparecida; BARIANI, Isabel Cristina Dib e MILANESI, Pedro Vitor Barnabé. Vivência acadêmica e expectativas de universitários ingressantes e concluintes. PsicoUSF [online]. 2008, vol.13, n.2, pp. 155-164. ISSN 1413-8271.

BRASIL. Decreto nº 6.096 de 24 de abril de 2007. Institui o REUNI. Presidência da República, Brasília: 2007.

RISTOFF, Dilvo. Educação Superior no Brasil - 10 anos pós-LDB: da expansão à democratização (p. 39-50). In: BITTAR, Mariluce. OLIVEIRA, João Ferreira de. MOROSINI, Marília (orgs). Educação Superior no Brasil: 10 anos pós-LDB. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anysio Teixeira, 2008. 348p.: Il. – (Coleção Inep 70 anos, v. 2).

BRASIL. Resumo Técnico do Censo da Educação Superior 2014. MEC/INEP. Brasília: 2017.

BARRETO, E. S. S. Universidade e Educação Básica: lufares e sentidos da formação de professores. In: CUNHA, C; SOUZA, J.V; SILVA, M.A. (Org.). Universidade e Educação Básica: Políticas e articulações possíveis. Brasília: Liber Editora, 2012.

SILVA,K. A. C. P. C. Universidade e Escola de Educação Básica: lugares formativos possibilitando a valorização do profissional da educação. In: CUNHA, C; SOUZA, J.V; SILVA, M.A. (Org.). Universidade e Educação Básica: Políticas e articulações possíveis. Brasília: Liber Editora, 2012.

FONSECA, W. M. G. A Situação dos Alunos de Licenciatura frente ao problema da falta de professores no país. Disponível em: Publicado em: 07/ago/2011.

NÓVOA, Antônio, Os professores e a sua formação. Lisboa : Dom Quixote, 1992. ISBN 972-20-1008-5. pp. 13-33.

ALMEIDA, L. S; SOARES, A. P. Transição para a Universidade: Apresentação e validação do Questionário de Expectativas Académicas (QEA). IN: B. D. Silva & Almeida, L. S. (Orgs.). Actas do VI Congresso Galaico-português de psicopedagogia. Braga: Universidade do Minho (p. 899-909), 2001.

ALMEIDA, L. S.; SOARES, A. P. Os estudantes universitários: sucesso escolar e desenvolvimento psicossocial. In: MERCURI, E.; POLYDORO, S. A. J. (Org.). Estudante universitário: características e experiências de formação. São Paulo: Cabral Editora, 2003.

PACHANE, Graziela Giusti. A importância da formação pedagógica para o professor universitário: a experiência da Unicamp. 2003. 268 p. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas 2003.

NEVES, A. C., & PAIS-RIBEIRO, J. L. (2000). A influência do autoconceito e da ansiedade na saúde de estudantes unIversitários. In J. L. Pais-Ribeiro, I. Leal, & M. R. Dias (Eds.), Actas do 3º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde (pp. 67-88). Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

SANTOS, A. A. A. NORONHA, A. P. P.; AMARO, C. B.;& VILLAR, J. (2005). Questionário de vivência acadêmica: estudo de consistência interna do instrumento no contexto brasileiro. IN: M. C. R. A. Joly, A. A. A. Santos; F. F. Sisto (Orgs.). Questões do cotidiano universitário. São Paulo, Casa do Psicólogo (p. 159-178): 2005.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2018v4n2p59-69

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132018v4n2.883g282

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS