Gestando a vida: esperança Severina

Maria da Ajuda Luiz dos Santos, Daniel Emílio da Silva Almeida, Andreza Almeida Fernandes Alves, Natália Darck Silva de Freitas

Resumo


INTRODUÇÃO: Neste artigo buscamos realizar uma reflexão sobre o fenômeno das mães orfãs, considerando que a interrupção a maternagem de grupos socialmente desfavorecidos tem grandes semelhanças com as maternagens interrompidas durante a escravidão. ESTRATÉGIA DE ANÁLISE: Foram consideradas as recomendações do Ministério Público e Portaria da Vara da Infância e Adolescência, assim como a análise crítica de narrativas e das próprias experiências dos autores, implicados com o fenômeno em questão. ANÁLISE: São colocadas em evidência no texto as ações fomentadas por parte de segmentos do judiciário, assim como a tensão gerada por dentro dos serviços de saúde, onde diversos projetos de cuidado apresentam disputa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Finalmente o texto discorre sobre como determinados grupos que se mostram “desviantes” são considerados como “anormais”, sendo submetidos a lógicas de disciplinarização e controle, à mercê da justiça, do direito ao cuidado em saúde e à dignidade.


Palavras-chave


Violência contra a Mulher, Escravidão, Poder Familiar

Texto completo:

PORTUGUÊS

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DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2018v4n1suplemp141-151

DOI (PORTUGUÊS): https://doi.org/10.18310/2446-48132018v4n1suplem.929g266

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