Incidência de covid-19 em profissionais da saúde com evolução para Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil em 2021
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2026v12n1.4350Palavras-chave:
Covid-19, Síndrome Respiratória Aguda Grave, Pessoal da saúde, BrasilResumo
O presente estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico dos profissionais da saúde infectados por SARS-Cov-2 no ano de 2021 no Brasil e que evoluíram para síndrome respiratória aguda grave, tendo como metodologia a extração de dados sociodemográficos, unidade federativa, e evolução dos casos, por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde na internet, e através de testes estatísticos foram encontrados os seguintes achados: idade máxima registrada foi de 97 anos e a mínima de 20, com uma mediana de evoluções de 44 anos para cura e 61 para óbitos, o sexo feminino foi mais acometido obtendo uma média de 48 anos, enquanto nos homens a média foi de 53 anos. Nas evoluções de cura ou óbito os resultados mostram que as mulheres tiveram mais óbitos, porém nos homens a doença foi mais letal. Os profissionais mais afetados foram os técnicos de enfermagem, seguido de médicos. Os pretos e pardos respectivamente foram os que mais morreram. Os estados de São Paulo e Minas Gerais foram os mais atingidos e o Rio de Janeiro foi o único a apresentar diferença na associação esperada entre o número de curas e óbitos. Conclui-se, portanto, que covid-19 atingiu o Brasil apresentando números elevados em estados maiores e mais populosos, números esses que são refletidos na quantidade de trabalhadores da saúde atingidos pelo SARS-Cov-2 e evoluíram para síndrome respiratória aguda grave neste ano.
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