Desafios da institucionalização das Práticas Integrativas e Complementares no SUS: uma revisão integrativa da literatura
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2025v11n3.4505Palavras-chave:
Práticas Integrativas e Complementares, Sistema Único de Saúde, Atenção Primária à SaúdeResumo
A oferta de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) tem crescido significativamente, em especial na Atenção Primária à Saúde (APS). O presente estudo apresenta uma revisão integrativa da literatura e visa reunir, identificar e analisar as publicações sobre os desafios para a institucionalização das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) na Atenção Primária à Saúde (APS). A coleta de dados foi realizada nas bases de dados SCIELO e na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde (BVS MS). Os 26 artigos selecionados foram agrupados em quatro categorias apresentadas como limitantes para a institucionalização das PICS na APS: financiamento das ações, formação profissional, evidências científicas em PICS e estruturação dos serviços. Os principais desafios identificados foram a inexistência de um recurso indutor financeiro específico, as preocupações dos atores envolvidos quanto à suficiência ou a disponibilidade de evidências científicas robustas, a formação profissional escassa e as deficiências quanto ao lugar das PICS nas rotinas dos serviços. Nesse cenário, compreende-se que a institucionalização das PICS na APS requer a alocação de recursos financeiros específicos, a maior produção e difusão de evidências científicas, o investimento em educação permanente e continuada e a estruturação das PICS no processo de trabalho da APS.
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