Sífilis congênita no Brasil: uma análise epidemiológica dos anos 2015 a 2022

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2026v12n3.4718

Palavras-chave:

Sífilis Congênita, Epidemiologia, Incidência, Prevalência

Resumo

A sífilis é uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum. Quando não tratada adequadamente durante a gestação, pode ser transmitida ao feto, levando à sífilis congênita, que pode culminar em morte ou alterações neurológicas, cutâneas e musculoesqueléticas. Apesar de diagnosticável e tratável, tal doença ainda possui taxas alarmantes. Objetivo: Analisar a taxa de incidência e de letalidade da sífilis congênita no Brasil entre 2015 e 2022, correlacionando-as com o tratamento do parceiro e a cobertura pré-natal. Metodologia: Trata-se de estudo de desenho primário transversal, descritivo e retrospectivo, com base no banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram analisadas as variáveis “realização de pré-natal”, “presença de tratamento do parceiro” e “letalidade”, relacionadas aos casos de sífilis congênita notificados nas macrorregiões do Brasil, no período analisado. Resultados: De 2015 a 2022, no Brasil, houve aumento das taxas de incidência de sífilis congênita, cobertura pré-natal e tratamento dos parceiros. Apenas a de letalidade diminuiu. Conclusão:  A redução da letalidade da sífilis congênita em tal período possivelmente se relaciona ao aumento das taxas de tratamento de parceiro e de cobertura pré-natal nacional. Apesar dessa redução, a taxa de incidência da doença elevou-se, podendo estar relacionada ao comportamento sexual desprotegido, baixa escolaridade e renda, qualidade precária do pré-natal, despreparo dos profissionais de saúde, subnotificação da doença e baixa disponibilidade de penicilina. Em conclusão, a sífilis congênita atinge as macrorregiões de maneira heterogênea, sendo necessários esforços governamentais e populacionais para minimizar seus efeitos deletérios na saúde pública.

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Publicado

2026-10-06

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Piva Mesquita, M., Negraes Navarrete, C. L., & Caleman, G. (2026). Sífilis congênita no Brasil: uma análise epidemiológica dos anos 2015 a 2022. Saúde Em Redes, 12(3), 4718. https://doi.org/10.18310/2446-4813.2026v12n3.4718