Ancestralidade e saúde: experiência universitária na realidade dos povos de terreiro
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2026v12n2.4833Palavras-chave:
Religiões Afro-Brasileiras, Saúde da População Negra, Saúde, Enfermagem, PreconceitoResumo
O objetivo desta pesquisa é descrever a experiência vivida por estudantes do curso de graduação em Enfermagem no terreiro Jurema Cruzeiro do Sul, localizado na cidade de Assú/RN, onde está situada a Faculdade do Complexo Educacional Santo André. No início do ano letivo, na disciplina de Saúde Coletiva, foram implementadas temáticas sobre grupos em situação de vulnerabilidade em saúde. A população negra foi um dos temas estratégicos, o que levou à discussão sobre a ancestralidade da cultura negra e sua relação com a saúde de indivíduos de religiões de matrizes africanas. Nesse contexto, surgiram questionamentos sobre a saúde nos terreiros e como o preconceito cultural associado a essas religiões dificulta o acesso dos indivíduos aos serviços de saúde. Durante a visita ao terreiro, fomos apresentados aos filhos da casa e ao Pai Judson, que contribuiu para a vivência dos discentes. Pai Judson contou histórias sobre as religiões de matrizes africanas, esclareceu questões relacionadas à saúde e explicou aspectos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), dando uma verdadeira aula sobre a população negra e sua relação com a saúde. Em conclusão, observa-se que os praticantes de religiões de matriz africana enfrentam dificuldades de acesso aos serviços de saúde devido ao preconceito cultural enraizado. A experiência universitária configurou-se como uma importante estratégia para promover a desconstrução desse preconceito e ampliar os horizontes dos futuros profissionais de Enfermagem.
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