Vigilância e atenção em saúde mental do trabalhador da Atenção Primária à Saúde de um município mineiro
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2026v12nsup3.4909Palavras-chave:
Atenção Básica, Política de Atenção à Saúde, Trabalhador da Saúde, Transtorno MentalResumo
O trabalho na área da saúde tem sido reconhecido como uma atividade ocupacional que apresenta um nível significativo de estresse. As particularidades das funções desempenhadas nos serviços de saúde, as demandas da atividade e a falta de reconhecimento colocam o profissional de saúde em risco de desenvolver problemas de saúde mental. O objetivo deste trabalho é apresentar a elaboração de um Produto Técnico, construído durante a pesquisa de Mestrado Profissional em Saúde da Família que avaliou as condições de saúde mental de 120 trabalhadores da atenção básica em um município de Minas Gerais/Brasil e descreveu a ocorrência de transtornos mentais nessa população. Após a coleta e análise dos dados da pesquisa, foram construídos uma cartilha com informações sobre Transtornos Mentais Comuns e o fluxograma para vigilância e atenção em saúde mental de trabalhadores na Atenção Primária à Saúde, no município onde o estudo foi realizado, o qual não possui uma política de vigilância e assistência para os agravos mentais dos servidores. Nesse sentido, a criação de um fluxograma e da cartilha poderá contribuir para a sua implementação.
Referências
1. Rosado IVM, Russo GHA, Maia EMC. Produzir saúde suscita adoecimento? As contradições do trabalho em hospitais públicos de urgência e emergência. Cienc Saude Colet. 2015;20(10):3021-32. doi:10.1590/1413-812320152010.13202014.
2. Alcântara MA, Assunção AA. Influência da organização do trabalho sobre a prevalência de transtornos mentais comuns dos agentes comunitários de saúde de Belo Horizonte. Rev Bras Saude Ocup. 2016;41:e2. doi:10.1590/2317-6369000106014.
3. Lucchese R, Sousa K, Bonfin SP, Vera I, Santana FR. Prevalência de transtorno mental comum na atenção primária. Acta Paul Enferm. 2014;27(3):200-7. doi:10.1590/1982-0194201400035.
4. Carvalho DB, Araújo TM, Bernardes KO. Transtornos mentais comuns em trabalhadores da Atenção Básica à Saúde. Rev Bras Saude Ocup. 2016;41:e17. doi:10.1590/2317-6369000115915.
5. Ministério da Saúde (BR). Saúde do trabalhador e da trabalhadora [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2018 [citado 4 maio 2025]. Disponível em: http://renastonline.ensp.fiocruz.br/recursos/caderno-atencao-basica-41-saude-trabalhador-trabalhadora
6. Giovanella L, Martufi V, Mendoza DCR, Mendonça MHM, Bousquat A, Aquino R, et al. A contribuição da Atenção Primária à Saúde na rede SUS de enfrentamento à Covid-19. Saude Debate. 2020;44(spe4):161-76. doi:10.1590/0103-11042020E410.
7. Faria M, Camargo M, Aguillar A, Tasca R. Estimativa de recursos necessários para ampliação da Estratégia Saúde da Família. Estudo Institucional n. 8 [Internet]. Rio de Janeiro: Instituto de Estudos para Políticas de Saúde; 2024 [citado 4 maio 2025]. Disponível em: https://ieps.org.br/estudo-institucional-08/
8. Ministério da Saúde (BR). Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) [Internet]. Brasília: Diário Oficial da União; 2017 [citado 4 maio 2025]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html
9. Ministério da Saúde (BR). Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019. Institui o Programa Previne Brasil, que estabelece novo modelo de financiamento de custeio da Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde, por meio da alteração da Portaria de Consolidação nº 6/GM/MS, de 28 de setembro de 2017 [Internet]. Brasília: Diário Oficial da União; 2019 [citado 4 maio 2025]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2019/prt2979_13_11_2019.html
10. Pires DEP, Machado RR, Soratto J, Schere MA, Gonçalves ASR, Trindade LL. Cargas de trabalho de enfermagem na saúde da família: implicações para o acesso universal. Rev Latino-Am Enfermagem. 2016;24:e2682. doi:10.1590/1518-8345.0992.2682.
11. Tomasi E, Facchini LA, Piccini RX, Thumé E, Silveira DS, Siqueira FV, et al. Perfil sócio-demográfico e epidemiológico dos trabalhadores da atenção básica à saúde nas regiões Sul e Nordeste do Brasil. Cad Saude Publica. 2008;24(suppl1):s193-201. doi:10.1590/S0102-311X2008001300023.
12. Gaiotto EMG, Godoy-Vieira A, Soares CB, Silva LGM, Toma TS, Nóbrega MPSS. Necessidades em Saúde do Trabalhador da Atenção Básica: relato de experiência de articulação entre pesquisadores, gestores e trabalhadores no Município de São Paulo. Physis. 2023;33:e33045. doi:10.1590/S0103-7331202333045.
13. Júlio RS, Lourenção LG, Oliveira SM, Farias DHR, Gazetta CE. Prevalência de ansiedade e depressão em trabalhadores da Atenção Primária à Saúde. Cad Bras Ter Ocup. 2022;30:e2997. doi:10.1590/2526-8910.ctoAO22712997.
14. Pereira EC, Rocha MPD, Fogaça LZ, Schveitzer MC. Occupational health, integrative and complementary practices in primary care, and the Covid-19 pandemic. Rev Esc Enferm USP. 2022;56:e20210362. doi:10.1590/1980-220X-REEUSP-2021-0362.
15. Carreiro GSP, Ferreira Filha MO, Lazarte R, Silva AO, Dias MD. O processo de adoecimento mental do trabalhador da Estratégia Saúde da Família. Rev Eletr Enf. 2013;15(1):146-55. doi:10.5216/ree.v15i1.14084.
16. Fernandez M, Lotta G, Corrêa M. Desafios para a Atenção Primária à Saúde no Brasil: uma análise do trabalho das agentes comunitárias de saúde durante a pandemia de Covid-19. Trab Educ Saude. 2021;19:e00321153. doi:10.1590/1981-7746-sol00321.
17. Rocha ALA, Freitas RF, Neves KR, Teixeira RA, Lessa AC. Uso de psicofármacos por profissionais da Atenção Primária à Saúde e fatores associados. J Bras Psiquiatr. 2023;72(1):29-36. doi:10.1590/0047-2085000000399.
18. Souza HA, Bernardo MH. Prevenção de adoecimento mental relacionado ao trabalho: a práxis de profissionais do Sistema Único de Saúde comprometidos com a saúde do trabalhador. Rev Bras Saude Ocup. 2019;44:e26. doi:10.1590/2317-6369000001918.
19. Carlos EP. Prevalência de transtornos mentais em profissionais da Atenção Básica de um município mineiro [dissertação] [Internet]. Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora; 2024 [citado 4 maio 2025]. Disponível em: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/17692
20. Ministério da Educação (BR). Produção Técnica: Grupo de Trabalho [Internet]. Brasília: Ministério da Educação, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); 2019 [citado 4 maio 2025]. Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/10062019-producao-tecnica-pdf
21. Santos KOB, Araújo TM, Pinho OS, Silva ACC. Avaliação de um instrumento de mensuração de morbidade psíquica: estudo de validação do Self-Reporting Questionaire (SRQ-20). Rev Baiana Saude Publica. 2010;34:(3):544-60. doi:10.22278/2318-2660.2010.v34.n3.a54.
22. Alves MG, Braga VM, Faerstein E, Lopes CS, Junger W. The demand-control model for job strain: a commentary on different ways to operationalize the exposure variable. Cad Saude Publica. 2015;31(1):208-12. doi:10.1590/0102-311X00080714.
23. Nahas MV, Rabacow FM, Pereira SV, Borgatto AF. Reprodutibilidade de uma escala para avaliar a percepção dos trabalhadores quanto ao ambiente e às condições de trabalho. Rev Bras Saude Ocup. 2009;34(120):179-83. doi:10.1590/S0303-76572009000200009.
24. Jamoulle M, Gomes LF. Prevenção Quaternária e limites em Medicina. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2014;9(31):186-91. doi:10.5712/rbmfc9(31)867.
25. Oliveira RL, Santana WKF, Farias Jr JA. A prevenção quinquenária e sua aplicabilidade para coarctação de enfermidades mentais na práxis de profissionais da estratégia saúde da família em período pandêmico. Revista Multidisciplinar em Saúde. 2021;2(4):175. doi:10.51161/rems/2940.
26. Santos JA. Resgate das relações abusivas em que nos encontramos: uma questão de prevenção quinquenária. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2019;14(41):1847. doi:10.5712/rbmfc14(41)1847.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Elizete Pereira Carlos, Andréia Aparecida Miranda Ramos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos autorais para artigos publicados neste periódico são do autor, com os direitos de publicação para o periódico. Este periódico é de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, desde que citada a fonte (por favor, veja a Licença Creative Commons no link a seguir https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR).