CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DE TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL SOBRE PRÁTICAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE E ATENÇÃO À SAÚDE

Autores

  • Fabiana Martins Sales de Melo Universidade Federal de Pernambuco
  • Fábia Alexandra Pottes Alves Departamento de Enfermagem. Universidade Federal de Pernambuco
  • Theresa Pricilla Calado de Barros Gonçalves Universidade Federal de Pernambuco
  • Maria Ilk Nunes de Albuquerque Departamento de Enfermagem. Universidade Federal de Pernambuco
  • Maria Wanderleya de Lavor Coriolano-Marinus Departamento de Enfermagem. Programa de Pós Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente. Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2015v1n4p85-96

Palavras-chave:

Saúde do Homem, Politica de Saúde, Serviços de saúde.

Resumo

Objetivos: identificar o conhecimento de trabalhadores da construção civil acerca da Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem, traçar o perfil desses trabalhadores da construção civil quanto aos dados de identificação, condição socioeconômica e situação de saúde, acesso aos serviços de saúde para a prevenção e/ou tratamento de agravos e identificar os principais motivos e fatores culturais que interferem na busca pela atenção à saúde. Métodos: estudo transversal, com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada em empresas da construção civil, localizadas na cidade do Recife-PE. Foi aplicado um formulário estruturado, além da realização de uma atividade educativa que abordou questões sobre alimentação, uso de álcool e cigarro. Os dados foram analisados de forma descritiva e apresentados em tabelas, construídas pelo programa Epi Info 3.5.2. Resultados: Encontramos homens que na maioria classificam sua saúde como ótima/boa 56(77,7%), a maioria faz uso do álcool 57(79,2%), não usam nenhum método de prevenção contra DST’s45(62,5%), procuram os serviços de saúde pela atenção especializada, pronto socorro/ambulatórios 53(73,6%) e desconhecem a Politica Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Quanto às informações de prevenção de doenças, quando as tinham não eram utilizadas no dia a dia. Conclusão: Evidencia-se uma população de trabalhadores jovens, que considera a saúde como boa, embora tenha sido evidenciado elevado percentual de uso de álcool, com situações de embriaguez no ambiente de trabalho. Conclusão: Faz-se necessária a intensificação das praticas dos serviços de saúde, com ações educativas de efeito para os homens.

Biografia do Autor

  • Fabiana Martins Sales de Melo, Universidade Federal de Pernambuco
    Graduada em Enfermagem e Fonoaudiologia
  • Fábia Alexandra Pottes Alves, Departamento de Enfermagem. Universidade Federal de Pernambuco
    Professora Adjunto 2. Doutora em Saúde Pública.
  • Theresa Pricilla Calado de Barros Gonçalves, Universidade Federal de Pernambuco
    Estudante do Curso de Graduação em Enfermagem
  • Maria Ilk Nunes de Albuquerque, Departamento de Enfermagem. Universidade Federal de Pernambuco
    Professora Adjunto 2. Doutora em Serviço Social
  • Maria Wanderleya de Lavor Coriolano-Marinus, Departamento de Enfermagem. Programa de Pós Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente. Universidade Federal de Pernambuco
    Professora Adjunto da área de Enfermagem em Saúde Pública. Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente

Referências

Machin R et al. Concepções de gênero, masculinidade e cuidados em saúde: estudo com profissionais de saúde da atenção primária. Ciência & Saúde Coletiva, 2011; 16(11):4503-12.

Brasil. Portaria nº1.944, de 27 de agosto de 2009. Instituto no âmbito do Sistema de Único de Saúde (SUS). Politica Nacional de Atenção Básica à Saúde do Homem. Diário Oficial da União, Brasília; 28 de ago 2009

Leal AF, Figueiredo WS, Nogueira da Silva GS. O percurso da Politica Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), desde a sua formulação até sua implementação nos serviços públicos locais de atenção à saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 2012; 17(10):2607-16.

Gunther H. Pesquisa qualitativa versus Pesquisa quantitativa: Esta é a questão?. Psic. Teor e Pesq., 2006; 22(2):201-10.

Turato ER. Métodos qualitativos e quantitativos na área da saúde: definições, diferenças e seus objetos de pesquisa. Rev Saude Publica, 2005; 39(3):507- 14.

Cavalcanti JRD et al. Assistência Integral a saúde do Homem: necessidades, obstáculos e estratégias de enfrentamento. Esc Anna Nery, 2014; 18(4): 628-34.

Pessoa LL. Riscos de acidente de trabalho na construção civil . Revista Jus Navigandi 2014; 19:3871. Disponível em: <http://jus.com.br/artigos/26605>.

Morais MLS, Rosa TEC, Moraes CL de. Prevalência do consumo abusivo de álcool em homens no estado de São Paulo: apontamentos para uma abordagem do alcoolismo na Atenção Básica à Saúde. BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.)2012; 14(1):73-9.

Instituto Nacional de Câncer. Um grave problema de saúde pública. 2007. Disponível: em: <http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/t_Tabagismo.pdf >. Acesso em: 10 jun 2015.

Moreira RLSF, Figueiredo MLF, Fontes WD de, Barboza TM. Dificuldades de inserção do homem na atenção básica a saúde: a fala dos enfermeiros. Esc. Anna Nery 2014; 18(2):615-621.

Vieira LCS, Figueiredo MLF, Sales RLUB, Lopes WMPS, Avelino FVD. A política nacional de saúde do homem: uma reflexão sobre a questão de gênero. Revista Enfermagem em Foco, 2011; 2(4): 215-17.

Mozer IT, Corrêa AC de P. Implementação da Politica Nacional de Saúde do homem: o caso de uma capital Brasileira. Esc. Anna Nery, 2014; 18(4):578-85.

Siqueira FAA, Silva SO, Almeida MSB, Lima TNB, Prest Bisneto F. Promoção e Prevenção à Saúde Sexual Masculina: Desafios das Equipes de Saúde da Família José Pinheiro. Rev. Brasileira de Ciências da Saúde 2011; 15(2):191-200.

Rodrigues MJ. Doenças Sexualmente Transmissíveis (DTS) na Adolescência. Nascer e Crescer 2010; 19(3):200.

Pereira LP, Nery AA. Planejamento, gestão e ações à saúde do homem na estratégia de saúde da família. Esc. Anna Nery 2014; 18(4):635-43.

Fagundes PB. Saúde do homem: novas tecnologias e estratégias de prevenção das DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais. 2011 [Graduação]. Curso de Enfermagem, Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás, Goiás; 2011.

Brasil. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Revista Brasileira de Hipertensão, 2010; 17(1):1-69.

Araújo JL, Paz EPA, Moreira TMM. Hermenêutica e o cuidado de saúde na hipertensão arterial realizado por enfermeiros na Estratégia Saúde da Família. Esc Anna Nery, 2010; 14(3):560-566.

Ribeiro MS. et al. Conhecimento de Homens Trabalhadores sobre sua Saúde na faixa etária de 20 a 40 anos em uma empresa de alimentos no Município de Araguaína – TO. Revista Cientifica do ITPAC 2012; 5(3).

Downloads

Publicado

2016-01-28

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Melo, F. M. S. de, Alves, F. A. P., Gonçalves, T. P. C. de B., Albuquerque, M. I. N. de, & Coriolano-Marinus, M. W. de L. (2016). CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DE TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL SOBRE PRÁTICAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE E ATENÇÃO À SAÚDE. Saúde Em Redes, 1(4), 85-96. https://doi.org/10.18310/2446-4813.2015v1n4p85-96

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)