“Oh pedaço de mim, oh metade amputada de mim…"

Autores

  • Paula Monteiro de Siqueira USP
  • Mariana Leite Hernandez USP
  • Lumena Almeida Castro Furtado UNIFESP
  • Laura Camargo Macruz Feuerwerker Universidade de São Paulo, Brasil
  • Harete Vianna Moreno Prefeitura de São Paulo
  • Heloisa Elaine Santos USP

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2018v4n1suplemp51-59

Palavras-chave:

Assistência Integral à Saúde, Pessoas em Situação de Rua, Violência contra a Mulher, Vulnerabilidade Social

Resumo

Este artigo foi produzido a partir da vivência de trabalhadores/pesquisadores junto a mulheres em situação de grande vulnerabilidade que, em nome uma suposta “proteção” à criança, tem negado o direito de viver sua maternidade. São mães órfãs de seus próprios filhos, sequestrados, muitas vezes antes mesmo da primeira mamada, em maternidades de várias cidades do país. A condição da mulher, negra, em situação de rua ou de grande vulnerabilidade social, associada ao uso de álcool e/ou outras drogas, tem sido um marcador para a ação violenta e conjunta de instituições como as da Saúde, da Assistência Social e Judiciário. O texto busca refletir sobre a relação entre o ato de cuidar e a produção de tutela e autonomia, central nesta situação em que, tanto o sequestro de bebês como a defesa do direito das mães de terem seus filhos podem ser exercidos no âmbito do cuidar em saúde. Nesse caso, a tutela outorgada ou conquistada pode estar relacionada a um agir castrador ou libertador, e o que está no cerne desse debate: qual é a centralidade do ato de cuidar. Este artigo se propõe a apresentar esta situação, refletir sobre ela, para ajudar a romper o silêncio, amplificar a denúncia e avançar na disputa por um cuidado que ajude a produzir mais vida.

Biografia do Autor

  • Paula Monteiro de Siqueira, USP

    Psicóloga, Mestranda na Faculdade de Saúde
    Pública /USP

  • Mariana Leite Hernandez, USP

    Psicóloga, Mestre pela Faculdade de Saúde
    Pública/USP, Prefeitura de São Paulo

  • Lumena Almeida Castro Furtado, UNIFESP

    Psicóloga, Doutora pela UFRJ, Prof. Adjunta da
    Faculdade de Medicina da UNIFESP

  • Laura Camargo Macruz Feuerwerker, Universidade de São Paulo, Brasil

    Médica, Livre docente, Profa Associada na
    Faculdade de Saúde Pública/USP

  • Harete Vianna Moreno, Prefeitura de São Paulo

    Fonoaudióloga, Mestre pela UNIFESP-BS,
    Prefeitura de São Paulo

  • Heloisa Elaine Santos, USP

    Psicóloga, Mestre pela Faculdade de Saúde
    Pública/USP

Referências

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- BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Secretaria Nacional de Assistência Social. Nota Técnica Conjunta N° 001/2016, do Ministério da Saúde e o Ministério do Desenvolvimento Social, que estabelece Diretrizes, Fluxo e Fluxograma para a atenção integral às mulheres e adolescentes em situação de rua e/ou usuárias de álcool e/ou crack/outras drogas e seus filhos recém-nascidos.

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Publicado

2018-06-20

Como Citar

Siqueira, P. M. de, Hernandez, M. L., Furtado, L. A. C., Feuerwerker, L. C. M., Moreno, H. V., & Santos, H. E. (2018). “Oh pedaço de mim, oh metade amputada de mim…". Saúde Em Redes, 4(1 Suplem), 51-59. https://doi.org/10.18310/2446-4813.2018v4n1suplemp51-59

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