A SÍNDROME DE BURNOUT EM AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE

Lucilio Vieira Carvalho, Ricardo Goes de Aguiar, Neidimila Aparecida Silveira

Resumo


INTRODUÇÃO: O Agente Comunitário de Saúde (ACS) surge como profissional fundamental na expansão do acesso as ações em saúde no país. Entretanto, as características do processo de trabalho no modelo atual estão diretamente relacionadas ao desgaste laboral. Nesse contexto, a Síndrome de Burnout é uma doença ligada aos profissionais que têm contato direto com a população e caracterizada por altos níveis de exaustão emocional e despersonalização, além de baixa realização profissional. OBJETIVO: Analisar a prevalência da Síndrome de Burnout em Agentes Comunitários de Saúde do Município de Lagarto-SE, Brasil. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal realizado com ACS lotados em cinco Unidades de Saúde da Família (UBS) da área urbana do município. Foram utilizados instrumentos para levantamento das condições socioeconômicas, sintomas somáticos, além do Maslach Burnout Inventory (MBI-HSS), sendo calculado o peso das dimensões para classificação do risco de Burnout. Para a análise dos dados utilizou-se o pacote estatístico Epi Info 7.1.5 por meio de frequência simples. RESULTADO: Foram entrevistados 89 ACS, sendo a maioria do sexo feminino (75,61%), houve equilíbrio entre casados e solteiros, 65,85% tinham filhos e atuavam como ACS entre 5 e 12 anos (78,05%), com renda de 1 a 3 salários mínimos (54,88%) e 3 a 6 (43,90%). Em relação aos sintomas, 97,56% relataram cefaléia, 95,12% dor nos ombros e 97,56% irritabilidade fácil. No que se refere ao consumo de bebida, cigarro ou substâncias químicas, 40,23% relataram não utilizar. O risco de desenvolver a Síndrome de Burnout apresentou-se moderado para 64,63% e baixo para 35,37%. CONCLUSÃO: O estudo demonstrou uma alta predisposição dos ACS a desenvolverem a Síndrome de Burnout. Deve-se ficar atento a frequência de exaustão emocional e sintomas somáticos, pois esses são alertas preditivos para a doença. Desse modo, tornam-se necessárias ações de prevenção a fim de reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida desses profissionais.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.