ANÁLISE DA SOBRECARGA MUSCULOESQUELÉTICA DE MMSS COMO FATOR DE RISCO ERGONÔMICO NA ATIVIDADE LABORATIVA DE CABELEIREIROS

Danielle Cristine de Oliveira Duarte, Cíntia Ferreira de Oliveira, Joyce Antunes Alves, Thayara da Silva Ferreira, Kenia Alexandrina da Cruz, Karla Kristine Dames da Silva

Resumo


INTRODUÇÃO: Ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho ao homem. Tendo o conceito de trabalho não só como aquele feito através de máquinas e equipamentos, como também tudo que permeia a relação homem e atividade como o ambiente físicos e aspectos organizacionais. Nesse contexto, analisar a atividade de cabeleireiros envolve observar, toda essa interação entre estrutura do posto de trabalho, equipamentos e aspectos organizacionais, afim de identificar os possíveis fatores de risco que a atividade laborativa de cabeleireiros pode gerar. OBJETIVO: Analisar a sobrecarga de MMSS como fator de risco ergonômico na atividade laborativa de cabeleireiros. METODOLOGIA: O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do IFRJ e respeitou os preceitos da resolução CNS n. º 466/12. Os voluntários da pesquisa foram de diferentes salões do Rio de Janeiro, assinaram termo de consentimento livre e esclarecido. Foi realizada anamnese e avaliação de Moore e Garg (Strain Index). O Strain Index é um instrumento de medição composto por seis variáveis que analisam o esforço e repetição da atividade, classificando os resultados em trabalho seguro, baixo risco de lesão, médio risco de lesão e alto risco de lesão. RESULTADO: Foram avaliados 16 cabeleireiros, sendo 13 mulheres e 3 homens. Os resultados mostram que 37,5% do cabeleireiros sofrem alto risco de lesão, 25% apresentam risco médio de lesão, 12,5% apresentam baixo risco de lesão e 25% apresentam trabalho seguro. CONCLUSÃO: Os resultados mostram o alto índice sobrecarga musculoesquelética dos MMSS como fator de risco na atividade laborativa de cabeleireiros, devido às posturas inadequadas, repetitividade e esforço empregados.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.