ESTADO DE SAÚDE NEUROFUNCIONAL MODELADO A PARTIR DO RACIONAL TAXONÔMICO DA CIF: BASES COMPUTACIONAIS

Paulo Henrique Ferreira de Araujo Barbosa, Fernanda da Rocha Medeiros, Tatiana Isabela de Souza Oliveira, Pedro Vaz de Mello Medeiros, Tiago Mergulhão Santos Castro, Emeson Fachin-Martins

Resumo


INTRODUÇÃO: A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde adotou um modelo não prioritariamente biológico para descrever e informar estados de saúde que possuem uma organização taxonômica sistematizada em códigos e qualificadores para padronizar a linguagem em sistemas de informação em saúde. OBJETIVO: Motivados pelo ato inventivo, propomos neste estudo uma modelagem com concepção de medida para informar o estado de saúde neurofuncional de um indivíduo com hemiparesia assistido por programa de atenção domiciliar. METODOLOGIA: Utiliza base metodológica observacional, uma vez que explora conteúdos e dados advindos da observação de informações de visita domiciliar. Caracteriza-se como transversal, visto que as extrações das informações estão presentes no mesmo momento ou intervalo de tempo analisados. Trata-se de um estudo descritivo e exploratório que procura conhecer dimensões a serem medidas e que represente um índice do estado de saúde de pessoa cujas informações foram utilizadas para simulação deste modelo. Emprega também métodos de abordagem quantitativa para verificar a frequência dos códigos sistematizados nas classificações internacionais e das informações que podem ser codificadas por eles. RESULTADO: A modelagem das informações sobre o estado de saúde de uma pessoa com hemiparesia resultou em um fenômeno oscilatório tridimencional que interrelacionou o tempo de vida (1ª dimensão, eixo x), o estado de saúde (2ª dimensão, eixo y) e as condições de saúde que podem afetar tal estado de saúde (3ª dimensão, eixo z). Aplicando a codificação ao modelo de simulação tridimensional, foi observado que uma maior frequência de códigos que informou nenhuma deficiência, com poucos códigos informando deficiência completa e interferindo na dinâmica do estado de saúde. Nota-se uma maior frequência de códigos qualificados como não aplicáveis, maior até que os qualificados como nenhuma deficiência. A dinâmica de qualificação interfere no que os códigos irão informar. Levando em consideração o uso dos qualificadores nesta simulação com transmissão da qualificação para níveis descentendes e ascendentes de informação, obtivemos uma representação de maior incapacidade do indivíduo relacionada às funções do corpo. CONCLUSÃO: O presente modelo de simulação mostrou coerência entre a informação observada e a dinâmica de códigos qualificados, representando alicerces para o desenvolvimento de softwares.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.