EXISTE RELAÇÃO ENTRE FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA E DEPENDÊNCIA A NICOTINA EM TABAGISTAS?

Luciana Bilitário Macedo, Igor Alonso A. de Oliveira, Daniele Brito dos Santos, Maristela Rodrigues Sestelo, Cristiane Maria Carvalho Costa Dias, Aquiles Assunção Camelier

Resumo


INTRODUÇÃO: O tabagismo é uma das maiores causas de morte evitável do mundo. Sabe-se de sua influência na liberação de neurotransmissores na placa motora, no processo de lesão e cicatrização tecidual. Por este motivo acredita-se que ele possa interferir na contração e força muscular. OBJETIVO: Relacionar nível de dependência a nicotina com força muscular periférica. METODOLOGIA: Estudo de corte transversal em tabagistas admitidos no programa Deixando de Fumar sem Mistérios" com idade ? 18 anos. Excluídos: os que exibiram dificuldade de compreensão dos questionários ou que possuam limitações para os testes. Foram aplicados os questionários: sóciodemográfico, Tolerância de Fargestrom (avaliar o nível de dependência a nicotina) e IPAQ versão curta (avaliar o nível de atividade física). Para mensuração da força muscular periférica utilizou-se o Handgrip com o dinamômetro digital (protocolo da The American Society of Hand Therapists-ASHT), o valor considerado foi o maior do teste. Para análise estatística utilizou-se o SPSS. A normalidade das variaveis baseou-se na estatística descritiva e no teste de Shapiro-Wilk. O Anova foi utilizado para verificar associação entre variáveis numéricas e categóricas. O estudo foi aprovado pelo CEP com CAEE: 246229815.7.0000.5029 16/09/2015.". RESULTADO: Amostra composta por 33 participantes com idade média de 41,94 anos ±9,83; 26 (78,8%) do sexo feminino, 17 (51,5%) solteiros, 13 (39,4%) apresentaram sobrepeso, 22(66,7%)relataram ter alguma doença associada, com a maior prevalência da hipertensão arterial em 11 (50%) indivíduos. Quanto ao nível de dependência a nicotina 18 (54,5%) apresentaram elevada dependência, 13 (39,4%) Baixa e 2(6,1%) moderada. 17 (51,5%) participantes foram ativos pelo IPAQ e 28 (84,8%) obtiveram força normal no Handgrip. Não foi encontrada associação entre nível de dependência à nicotina e força muscular periférica (p=0,48). CONCLUSÃO: Na amostra estudada não foi possível determinar uma relação entre o nível de dependência a nicotina e a força muscular periférica em tabagistas.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.