A VIVÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM FISIOTERAPIA: A TRANSIÇÃO ENTRE A VIDA ACADÊMICA E PROFISSIONAL

Fernanda Gabriela Dias, Priscilla da Silva Dontechef, Cecília Nazaré, Raphael Ribera, Jéssica Leidiane Marquiza e Luciana Venhofen Mar Tavares

Resumo


INTRODUÇÃO: Após quatro anos de formação em Fisioterapia, dá-se início ao quinto e último ano da graduação, o qual os estudantes são lançados aos mais variados meios de trabalho em saúde. As diretrizes curriculares nacionais (DCN's), em saúde, enfatizam a necessidade de uma educação contextualizada e, portanto, da inserção de estudantes e professores nos serviços de saúde (ROCHA et al, 2016). A vivência prática além dos muros da universidade é essencial para um processo formador resolutivo e realista. Segundo Peres (2002), o fisioterapeuta atua em conjunto com outros profissionais agindo de forma interdisciplinar atuando em programas de promoção à saúde e proteção específica, alicerçada num conjunto de conhecimentos científicos relativos ao processo saúde-doença de cada indivíduo. Portanto, fica claro que a formação em Fisioterapia apenas baseada em teoria, sem a vivência prática é insuficiente para suprir as necessidades e competências as quais a profissão exige. Diante do exposto o objetivo do presente relato é descrever a experiência do Estágio supervisionado em Fisioterapia. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: O Estágio Supervisionado em Traumato-Ortopedia foi vivenciado no período de dez semanas entre os meses fevereiro e abril do ano de 2016. Realizado no Hospital Universitário de Campo Grande/MS em convênio com a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). O grupo foi composto por 5 acadêmicos de Fisioterapia, cursando o 9º semestre. Foi vivenciada a rotina de dois setores deste hospital: 1) Clínica Cirúrgica II (referente a internações pré e pós operatórias de lesões ortopédicas e uroginecológicas) e 2) Hemodiálise (assistência ao Doente Renal Crônico). Inicialmente foram encontradas dificuldades de adaptação, pela inexperiência do grupo e a heterogeneidade dos casos e limitação de recursos em ambos os setores. A vivência com os profissionais do serviço dentre eles Enfermeiros, Técnicos de enfermagem, Fisioterapeutas, Nutricionistas, Maqueiros e Médicos, foi inicialmente dificultosa, até a conquista de espaço e voz por parte dos acadêmicos. IMPACTOS: Ao longo das dez semanas, o estabelecimento de vínculo, proporcionou a conquista de confiança e autonomia com toda a equipe, tornando a experiência desconhecida do estágio, muito valiosa. Quanto à execução do trabalho, foi possibilitada a relação entre a prática e a teoria, fazendo com que conseguíssemos beneficiar nosso maior foco: os pacientes. Os recursos limitados do sistema de saúde fez com que utilizássemos nossa criatividade e capacidade de improvisação, que é essencial para o crescimento e maturidade profissional. A relação entre profissionais de fisioterapia e os acadêmicos fez com que aprendêssemos e refletíssemos sobre algumas condutas. Foi possibilitado o desenvolvimento de habilidades como a liderança, a tomada de decisão e a comunicação, estabelecidos pelas DCN's. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A vivência foi muitíssimo válida. Todas as potencialidades e fragilidades apresentadas pelo local de trabalho foram, de algum modo, contribuintes do nosso processo de formação.

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.