ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM DOIS MODELOS DE ATENÇÃO Á SAÚDE

Nathália Serafim da Silva, Viviane de Freitas Cardoso, Franciele Marques Vanderlei, Renilton Josƒ Pizzol, Ana Lúcia de Jesus Almeida

Resumo


INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais prevalentes no Brasil, na qual o tratamento medicamentoso e n‹o medicamentoso é essencial para evitar complicações, bem como para o controle dessas patologias. Entretanto, o êxito ou fracasso terapêutico depende da adesão, que é um aspecto que desafia os profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e das Estratégias de Saúde da Família (ESF), que são dois modelos diferentes de assistência na Atenção Primária á Saúde. OBJETIVO: Objetivou-se comparar o grau de adesão a terapêutica medicamentosa de indivíduos com hipertensão assistidos em Estratégia de Saúde da Família (ESF) e Unidade Básica de Saúde (UBS). METODOLOGIA: O estudo caracteriza-se como transversal e a amostra foi composta por 114 indivíduos com diagnóstico médico de HAS, assistidos em uma ESF (n=63 usuários) e uma UBS (n=51 usuários), localizadas no município de Presidente Prudente, São Paulo. Foram considerados critérios de inclusão os indivíduos com diagnóstico médico de HAS de ambos os sexos e com idade superior a 18 anos que estavam em tratamento medicamentoso anti-hipertensivo cadastrados no programa HiperDia da ESF ou indivíduos que buscavam medicamentos para a HAS na UBS. Foram excluídos do estudo os indivíduos que se recusaram a assinar o TCLE (dois indivíduos), com dificuldade na compreensão do questionário (três indivíduos) e os acamados. Aplicou-se questionários para identificar o perfil da população e avaliar a adesão (Teste de Morisky-Green - TMG). Utilizou-se estatística descritiva e para análise de associação os testes Goodman e Odds Ratio. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências e Tecnologia - UNESP - Presidente Prudente (CAAE: 41034914.1.0000.5402). RESULTADO: As variáveis idade, sexo feminino e sedentarismo apresentaram-se homogêneas em ambos os grupos. Houve maior adesão ao tratamento medicamentoso dos indivíduos hipertensos assistidos na ESF em comparação com os indivíduos assistidos na UBS, porém nas duas unidades a adesão ao tratamento foi considerada abaixo do desejado e verificou-se que a motivação e o conhecimento n‹o foram razões para a não adesão. Entre as variáveis estudadas apenas a idade mostrou diferença significante na não adesão para participantes com menos de 60 anos. CONCLUSÃO: Essas características reforçam a hipótese de que o modelo de atenção na ESF deve ser o principal fator de influência na maior adesão identificada neste estudo, ressaltando que na APS a educação em saúde é imprescindível, pois não é possível o controle adequado da pressão arterial se o usuário não for instruído sobre os princípios em que são fundamentados o tratamento. Portanto, um modelo mais próximo da população atendida e que tem a busca ativa como princípio, parece ter uma relação com a maior adesão ao tratamento na hipertensão arterial.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.