ALPINIA SPECIOSA SCHUM (COLÚNIA): POSSÍVEIS USOS NOS PROCEDIMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS

Thyalli Ferreira de Souza Nascimento, Fernanda de Sousa Dantas, Priscila Félix Machado da Silva, Antonilâni F. D. Medeiros Melo, Risomar da Silva Vieira

Resumo


INTRODUÇÃO: Organização Mundial de Saúde (OMS) considera fundamental que se realizem investigações experimentais acerca das plantas utilizadas para fins medicinais e de seus princípios ativos, para garantir sua eficácia e segurança terapêutica (SANTOS, 2008). Em 03 de maio de 2006 foram instituídas as Práticas Integrativas e Complementares (PIC’s) por meio do Decreto nº 971, compreendendo uma gama de abordagens, sendo chamadas de medicina tradicional e complementar/alternativa, e colaborando como protagonista e coadjuvante na melhora das patologias em geral. No que diz respeito as plantas medicinais, em 22 de junho de 2006 foi instituída a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos através da portaria nº 5.813. Considerando o campo de atuação da fisioterapia em 3 de novembro de 2010 o COFFITO publicou a resolução de nº 380 regulamentando as Práticas Integrativas e Complementares e dando continuidade ao processo de regulamentação com o ACÓRDÃO nº 611 de 1º de abril de 2017. OBJETIVO: Esclarecer a importância da fitoterapia nas diversas áreas de atuação fisioterapêutica; Elucidar os possíveis usos terapêuticos da planta medicinal Alpinia speciosa na prática fisioterapêutica; Promover a introdução de novas modalidades terapêuticas e suas contribuições com a saúde coletiva. METODOLOGIA: O presente trabalho está fundamentado nos resultados obtidos através do projeto de pesquisa “As plantas medicinais e a saúde da população: resgatando saberes e promovendo vidas” do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) o qual submetido e aprovado pelo Comitê de Ética do UNIPÊ no dia 01 de junho de 2016 cujo C.A.A.E. 52982115.0.0000.5176. Neste, foi realizado pesquisa de campo acerca do conhecimento popular sobre o uso das plantas com ação terapêutica; promovido por alunos do curso de fisioterapia da mesma instituição de ensino, pertencentes ao grupo de pesquisa Fito em Fisio. Destarte, a Alpinia speciosa, destacou-se devido ação anti-hipertensiva e desobstrução das vias aéreas. Enquanto procedimento, este trabalho se realizará por meio da busca na base de dados sobre a planta medicinal em destaque buscando correlacionar o seu uso com os procedimentos fisioterapêuticos. RESULTADO: Partindo dos resultados obtidos na pesquisa foi realizado uma busca nas bases de dados A mesma traz benefícios ao sistema cardiorrespiratório assim como na mudança do tônus muscular promovendo uma melhora na espasticidade. Foi observado atividade anti-hipertensiva e diurética, bem como a toxicologia clínica de Alpinia, administrando extratos da espécie, sob a forma de folhas secas pulverizadas e encapsuladas, em pacientes com diagnóstico de hipertensão arterial (LORDELO, 2000). Também foi verificado efeito anti-inflamatório, mucolítico de vias aéreas, observando-se ação em monócitos, nos pacientes asmáticos, com inibição de leucotrienos B4 e prostaglandina 2. A Alpinia apresenta-se rica em terpenos os quais possuem atividades nos canais de cálcio e são referenciados na literatura como competidores pós-sinápticos da acetilcolina em músculos lisos. CONCLUSÃO: Diante informações supracitadas é perceptível os benefícios ao sistema cardiorrespiratório promovidos pelo uso da Alpinia speciosa como terapêutica, bem como a sua relevância no tratamento do tônus muscular. Este estudo representa um início de um processo de aprofundamento do uso de plantas associado aos procedimentos fisioterapêuticos, observando-se poucos trabalhos publicados na área.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.