ANÁLISE COMPARATIVA DA FUNCIONALIDADE DE INDIVêDUOS COM E SEM ESQUISTOSSOMOSE A PARTIR DA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE INCAPACIDADE E SAòDE

Andréa Costa de Oliveira, Yanna Menezes Barbosa, Arthur Felipe Barbosa Vasconcelos, Luíz Vinêcius Barbosa Santos, Jader Pereira de Farias Neto, Karina Conceição Gomes Machado de Araújo

Resumo


INTRODUÇÃO: A esquistossomose é uma doença parasitária grave e, com a evolução do quadro sintomatológico podem ocorrer limitações funcionais e restrição da participação na sociedade, além disso, os graus de deficiência presente em indivíduos com determinada condição de saúde são fundamentais para determinar o impacto na funcionalidade e são amplamente utilizados para definição de prioridades em pesquisa e políticas públicas. OBJETIVO: O estudo teve como objetivo realizar uma análise comparativa da funcionalidade de indivíduos com e sem esquistossomose a partir da CIF. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, observacional, do tipo transversal com coleta de dados realizada no mês de Junho de 2016. A área delimitada para o estudo foi à comunidade da zona rural Ribeira, Itabaiana, Sergipe, Brasil. Como forma de avaliar a funcionalidade, correlacionou-se os principais indicadores da esquistossomose com categorias da CIF e, após a seleção foram elaboradas perguntas e respostas para auxiliar a aplicação das mesmas. Em seguida o instrumento foi aplicado no grupo com esquistossomose e sem esquistossomose. Ambos os grupos foram compostos por indivíduos de ambos os sexos; faixa etária a partir dos 18 anos, pois foi usada apenas a versão da CIF para adultos; e que n‹o estivessem em fase de tratamento de comorbidades agudas. Para comparar os dois grupos quanto às categorias de funções e estruturas do corpo, atividade e participação e fatores ambientais, usou-se o teste exato de Fisher, optou-se por utilizar o teste não paramétrico devido ao caráter assimétrico das variáveis analisadas, comprovado por meio do teste Shapiro- Wilk. RESULTADO: O grupo com esquistossomose foi composto por 14 indivíduos e o sem esquistossomose por 33. As categorias que apresentaram diferença estatística entre os grupos foram: b28012 (Sente dor no estômago?), b5150 (Você tem o intestino preso?), s4102 (Presença de varizes na região do abdome?), s810 (Apresentou dermatite cercariana após entrar em contato com a água do rio, córrego, lago, poça de água e poço?), d4103 (Você precisa de ajuda para sair da posição deitado ou em pé para sentado?), d4104 (Você precisa de ajuda para sair da posição deitado ou sentado para ficar de pé?), e2101 (Costuma realizar as seguintes atividades no rio, córregos, poças de água, poço, riachos?) e e2201 (Nos rios, córregos, poças de água, poço, riachos que você frequenta contém caramujo?). CONCLUSÃO: O modelo proposto pela CIF mostrou-se ideal para entender a transmissão e o controle da esquistossomose, considerando que as deficiências n‹o resultam diretamente de uma doença ou trauma, mas são determinadas pelo contexto físico e social, pela disponibilidade de serviços e de políticas públicas. Além disso, foi possível conhecer o impacto da esquistossomose na vida do indivíduo, além dos fatores ambientais que atuam como barreiras ou facilitadores, torna-se mais compreensível a definição de prioridades em pesquisa e políticas públicas.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.