ANÁLISE DO RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: UMA ANÁLISE A PARTIR DA FISIOTERAPIA

Jessylene Pereira de Santanarafaela da Silva Santo Fonseca

Resumo


INTRODUÇÃO: O envelhecimento é caracterizado como um conjunto de transformações que ocorrem com o avançar da idade. ƒ um processo inverso no desenvolvimento humano, no qual ocorre um declínio das capacidades funcionais, inicia-se na fase adulta e aumenta no envelhecer.Com o processo do envelhecimento e suas alterações, o idoso se torna mais propenso as quedas, seja pelos fatores intrínsecos, extrínsecos ou associação dos dois. Grande parte das quedas, surgem pela instabilidade postural que é caracterizada pelo déficit de equilíbrio do idoso, e suas as consequências podem causar dependência seja por sequelas físicas, ou neurológicas. É importante destacar que as quedas são eventos caracterizados por um deslocamento não intencional, ficando o indivíduo com dificuldade de correção no tempo hábil e pode estar associado a problemas osteoarticulares e insuficiência dos mecanismos neurais. Afim de prevenir as quedas destaca-se as orientações domiciliares e os exercícios físicos que melhoram os aspectos físicos e cognitivo. O teste de Tinetti foi o instrumento aplicado neste estudo. O Tinetti foi desenvolvido com intuito de avaliar o equilíbrio e marcha e estabelecer parâmetros para identificar idosos com maior susceptibilidade a quedas. OBJETIVO: Analisar a presença de risco de quedas em idosos institucionalizados. METODOLOGIA: Este estudo é do tipo observacional, transversal, de carácter descritivo, quantitativo. O estudo foi realizado no Instituto Vila Vicentina Júlia Freire, na cidade de João Pessoa 13 idosos de ambos os gêneros. O instrumento realizado na coleta de dados foi o Tinetti, que consiste em 16 itens, em que 9 são para avaliar o equilíbrio do corpo e 7 para analisar a marcha. A cada tarefa a resposta pode ser classificada como: normal:0, adaptável:1 e anormal:2. São atribuídos pontos de 0-2 na realização das tarefas totalizando no máximo 28 pontos. O valor abaixo de 19 pontos e entre 19 e 24 pontos representam respectivamente um alto e moderado risco de quedas. Compreendido por duas escalas: de equilíbrio e marcha. A primeira possui 9 itens: equilíbrio sentado, levantar da cadeira, tentativas de levantar, equilíbrio em pé. J‡ a segunda possui 7: início da marcha, comprimento e altura dos passos, simetria dos passos, continuidade dos passos, direção, tronco e distância dos tornozelos. Os dados foram analisados através de estatística simples, por meio de média e porcentagens. RESULTADO: Foram 9 mulheres e 4 homens, com idade entre 65 e 86 anos (média de 78 anos). Dos 13 idosos submetidos a aplicação do instrumento, 7 (54%) abaixo de 19 pontos, tem alto risco de sofrerem quedas, tendo como média de pontuação 16,4 pontos. Os 4 (31%) estão entre 19 e 24 pontos, tem moderado risco para quedas, com média de 21,5 pontos, e 2 (15%) acima de 24 foram classificados como n‹o tendo nenhum risco de quedas, com média de 25,5 pontos. CONCLUSÃO: Diante do resultado obtido neste estudo, destaca-se a necessidade de intervenções fisioterapêuticas para prevenir o risco de quedas em idosos institucionalizados, assim como a aplicação de outros instrumentos que os profissionais da saúde possam utilizar, para melhorar a qualidade de vida desses idosos.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.