TREINAMENTO MUSCULAR INSPIRATÓRIO EM ATLETAS

Rayane Maria Pessoa de Souza, Luana de Morais Bernardo, Isadora Taynç dos Santos Santana, Jordan Camilo Gon‚Alves Bezerra, Francisca Niliany Batista Diniz, Rosa Camila Gomes Paiva, Nêcia Farias Braga Maciel, Zænia Trindade de Souto Araòjo

Resumo


INTRODUÇÃO: Os músculos respiratórios, assim como os músculos periféricos, melhoram sua função em resposta ao treinamento. Tanto a estrutura como as características funcionais dos músculos respiratórios podem ser modificadas em resposta a imposição de cargas ou diminuição da atividade motora. Desta forma, as evidências científicas apontam que o treinamento muscular respiratório (TMR) é mais efetivo em desportos onde os músculos respiratórios sejam submetidos a um maior trabalho ventilatório. OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos de um protocolo de treinamento muscular inspiratório em atletas. METODOLOGIA: Este foi um ensaio clínico aleatório controlado onde os atletas selecionados foram submetidos à avaliação clínica por meio dos dados antropométricos e pressões respiratórias máximas inspiratórias (Pimáx) e expiratórias (Pemáx). Para isso, utilizamos estadiômetro, balança digital e manovacuômetro analógico. A amostra foi composta por 15 sujeitos que foram alocados em 3 grupos, por meio de sorteio, conforme a modalidade do TMR administrado: Grupo controle (GC) - não realizaram o treinamento; grupo treinamento muscular inspiratório (TMI) - submetidos a modalidade de TMR com o Thershold¨ IMT; grupo treinamento muscular inspiratório/expiratório (TMI/TME) - submetidos a modalidade de TMR com o Thershold¨ IMT e Threshold¨ PEP. O estudo obedeceu a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saœde. As an‡lises descritiva e inferencial foram realizadas através do programa Statistical Package for the Social Sciences - SPSS 20.0, sendo atribuído um nível de significância de 5%. RESULTADO: Os sujeitos apresentaram idade média 28,66±4 anos, índice de massa corporal= 25,20±2,52 Kg/m2. Na análise da força muscular respiratória antes e após a intervenção observa-se Pimáx: GC (-100 vs -80cmH2O), TMI (-140±33,33 vs -190±26,66cmH2O), TMI/TME (-115±45 vs -220±80cmH2O); Pemáx: GC (75 vs 100cmH2O), TMI (126,6±24,44 vs 130±20cmH2O), TMI/TME (85±25 vs 115±5cmH2O). CONCLUSÃO: Os dados do presente estudo sugerem que na amostra estudada o treinamento muscular respiratório aumentou as pressões respiratórias máximas inspiratórias e expiratórias nos grupos que executaram o treinamento muscular inspiratório e o treinamento associado inspiratório e expiratório.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.