TRIAGEM DE RISCO DE SARCOPENIA E REPERCUSSÍES RESPIRATîRIAS NA DOEN‚A DE PARKINSON

Bruna Yamaguchi, Arlete Ana Motter, Vera Lòcia Israel

Resumo


INTRODUÇÃO: As pessoas com Doença de Parkinson (DP) apresentam limitações físicas com a progressão da doença neurodegenerativa. As dificuldades motoras são as principais queixas dessa população, levando a declínio da atividade motora e a um fenômeno de sarcopenia secundária ao sedentarismo/imobilidade. A redução dos exercícios físicos, além de elevar a velocidade de deterioração da funcionalidade e aumento das limitações percebidas, podem trazer outras complicações à saúde e qualidade de vida, como a redução de força das musculaturas relacionadas à função respiratória. Uma das principais causas de mortalidade e morbidade na DP são as complicações respiratórias, secundárias à redução de atividades físicas. OBJETIVO: O objetivo do estudo foi verificar a prevalência de sarcopenia e risco respiratório relacionado à perda de força em pessoas com DP. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa transversal, de caráter quantitativo, com aprovação do Comitê de Ética sob número de Parecer 1.180.984, CAAE: 05271512.7.0000.5225. Avaliou-se o estadiamento da DP pela escala Hoehn e Yahr (HY), tempo de diagnóstico, o risco de sarcopenia pelas medidas antropométricas de peso, altura, circunferência da panturrilha, força de preensão palmar por dinamômetro, velocidade da marcha, pressão inspiratória máxima (Pi máx) e pressão expiratória máxima (Pe máx). RESULTADO: Participaram da pesquisa 37 pessoas com DP, sendo 16 sexo feminino e 21 masculino. Média de idade 66,1±10,1 anos. HY 2,97±1,22. Para as mulheres a idade foi 67,18±8,64 anos, com DP h‡ 8,37±2,84 anos, velocidade da marcha 1,05±0,24 m/s, sendo 2 senhoras com risco na velocidade de marcha, ou seja, velocidade menor que 0,8 m/s. O IMC (índice de Massa Corpórea) teve média de 25,68±3,43, sendo 7 mulheres com peso adequado (IMC de 18,5 a 25), 7 acima do esperado (IMC de 25 a 30) e 2 com obesidade (IMC acima de 30). A média da preensão palmar 24,06±9,78 Kgf, sendo de risco para 3 senhoras, segundo IMC e idade. O perímetro da panturrilha 35,06±3,41 cm, identificadas 3 mulheres com risco (perímetro menor que 31 cm). A Pi máx, 14 senhoras tiverem valores abaixo do esperado para sua idade, com média 48±15,68 cmH2O. A Pe máx todas tiveram desempenho abaixo do esperado, média 60,68±14,35 cmH2O. Os homens tiveram idade de 65,28±12,23 anos, com diagnóstico há 7,71±6,11 anos, velocidade da marcha 1,19±0,41 m/s, avaliados 2 homens não deambuladores e 4 com risco na velocidade de marcha. O IMC teve média 24,69±2,92, sendo 1 senhor com peso abaixo do esperado (IMC menor que 18,5), 10 adequado, 9 acima do esperado e 1 obesidade. A preensão palmar 34,23±8,33 Kgf, sendo de risco para 2 senhores. O perímetro da panturrilha 36,61±2,29 cm. Quanto a força de musculatura respiratória, a Pi máx foi de 52,47±20,47 cmH2O, apenas 4 homens tiveram adequada Pi máx segundo sua idade, e a Pe máx todos tiveram desempenho abaixo do esperado, com a média de 66,92±22,42 cmH2O. CONCLUSÃO: Os indicadores de sarcopenia de velocidade da marcha, perímetro da panturrilha e fora de preensão foram pouco prevalentes na amostra. Entretanto, o risco respiratório foi elevado, com perda de fora respiratória.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.