A VISÃO DA ATENÇÃO BÁSICA POR UM ESTUDANTE DE FISIOTERAPIA

Gabriele Natane de Medeiros Cirne, Heloisa Maria Jácome De Sousa Britto, Bartolomeu Fagundes De Lima Filho

Resumo


INTRODUÇÃO: O fisioterapeuta não é um profissional requisitado para trabalhar na equipe mínima proposta na Estratégia de Saúde da Família (ESF), mas vem ganhando espaço, visto que pode desenvolver atividades relacionadas a promoção de saúde e melhor qualidade de vida para a comunidade. Dispondo de atuações em domicílios, Unidade Básica de Saúde, e outros equipamentos sociais, com intervenção em âmbito individual e coletivo. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: Foi realizado um relato de experiência referente aos aprendizados obtidos durante a prática supervisionada na Atenção Básica referente às disciplinas de Fisioterapia aplicada à neurologia, ortopedia e reumatologia. As principais atividades desenvolvidas foram ginástica laboral, grupo de caminhada, de idosos, de vestibulopatias, campanha semanal, atendimento domiciliar e ambulatorial que objetivavam, dentre outras, proporcionar o autogerenciamento em saúde. IMPACTOS: Cada atividade desenvolvida teve seu valor. Foi gratificante presenciar o fervor dos ânimos do grupo de Ginástica Laboral, bem como os benefícios oriundos desta prática aos costureiros do bairro. A atuação em grupo de idosos permitiu que o terapeuta também seja membro do grupo, pois no principal meio de intervenção, o diálogo, o acadêmico sentiu-se dentro da vida deles, comprovando que não são só sarcômeros que não conseguem mais suportar o trabalho imposto ao músculo fadigado, mas uma unidade complexa cheia de histórias, como se cada junção neuromuscular perdida com o tempo tenha uma história para contar, como uma cicatriz. As lições com o grupo de caminhada mostram o gastrocnêmio outrora encurtado, recuperado e capaz de impulsionar novos passos. No grupo de vestibulopatias, a instabilidade provocada é tratada e o sistema vestibular, assim como as maiores lições que a vida dá, necessita ser insultado para se adaptar: tirar as mais belas lições das piores quedas. Nas campanhas semanais, conscientizar a população sobre os riscos de doenças comuns, tranquiliza a consciência sobre a prevenção efetiva. Além disso, aprende-se que no atendimento domiciliar e ambulatorial, onde o diálogo se faz necessário, o cuidar do sorriso é uma das principais metas, pois sabe-se que algumas vezes a dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é dever do profissional aliviar. O sofrimento de não controlar mais as mãos, ou o andar, podem ser minimizados com a atuação fisioterapêutica, a partir de ações individualizadas e humanas, com orientações de autogerenciamento do cuidado ao paciente e/ ou familiar. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Na atenção básica vivencia-se a lição de conciliar o conhecimento técnico com a ação humana, a fim de possibilitar a homeostase necessária para a saúde integral. Assim, o acadêmico de fisioterapia deve sentir-se parte da equipe de saúde do posto, e desenvolver habilidades pertinentes a sua atuação profissional nesta área, ainda em crescimento.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.