ALUNOS RECÉM INGRESSOS NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA DESCONHECEM AS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO FISIOTERAPEUTA

Marylia Santos Pereira, Ana Letícia dos Santos, Marcilene Glay Viana Pessoa, Joìo Victor Pereira Barbosa, Luciana Costa Melo

Resumo


INTRODUÇÃO: Historicamente a fisioterapia surgiu como uma profissão de caráter reabilitador, entretanto o crescimento profissional ampliou os campos e níveis de atuação profissional. Apesar disso, grande parcela da população desconhece as possibilidades de atuação, competências e habilidades do fisioterapeuta. OBJETIVO: Investigar o conhecimento de alunos recém ingressos no curso de fisioterapia sobre a atuação do fisioterapeuta e seus campos de trabalho. METODOLOGIA: O estudo foi feito com dados de 37 estudantes do primeiro ano do curso de fisioterapia de uma universidade pública de Alagoas, ingressos no ano de 2017. Ao ingressar na disciplina de Processos de Trabalho em Fisioterapia 1, os alunos respondem a um questionário semi-estruturado contendo as seguintes perguntas: 1. Por que você escolheu cursar fisioterapia?;2. O que é fisioterapia?; 3. Onde um fisioterapeuta pode trabalhar?; 4.Quais recursos um fisioterapeuta pode utilizar em sua prática profissional? As respostas a tais questões integram o banco de dados da disciplina, no qual foi realizada a consulta para esse estudo retrospectivo. A partir das respostas dos alunos foi realizada a análise de conteúdo de Bardin (Bardin, 1985), buscando-se categorias emergentes que revelassem a percepção dos alunos ingressos sobre a profissão escolhida. RESULTADO: As categorias emergentes demonstraram que 59,57% escolheram o curso de fisioterapia por afinidade pessoal, no entanto os mesmos tinham uma visão limitada sobre a profissão. 63,15% dos alunos acreditam que a fisioterapia é uma profissão reabilitadora negligenciando a atuação do fisioterapeuta nos níveis primário e secundário de atenção à saúde. Perpetuando a perspectiva de atenção terciária, 42,85% destacaram que os únicos campos de trabalho do fisioterapeuta são hospitais e consultórios. Dentre os recursos empregados na prática profissional, 30,08% atribuíram ao fisioterapeuta o emprego de massagem e equipamentos tecnológicos". Outros recursos citados foram: mecânicos (bolas, barras, esteiras, bicicletas,...), elétricos ("choque") e remédios". CONCLUSÃO: Os alunos que compuseram a amostra, em sua maioria, não apresentam conhecimento substancial sobre as competências e habilidades do fisioterapeuta estabelecidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia (DCNs). Sua percepção sobre a fisioterapia reflete as amarras históricas da profissão. Dessa forma, percebesse a necessidade de implementar na universidade atividades que desmistifiquem o papel da fisioterapia e promovam o perfil profissional preconizado pelas DCNs.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.