AUTOPERCEPÇÃO DE HABILIDADES SOCIAIS E ADAPTAÇÃO À VIDA ACADÊMICA

Elizama Vieira dos Santos Brandao Alves, Maria Adelaide dos Santos, Angelica Vasconcellos Alves da Ponte, João Luiz da Silva Rosa, Alvaro Camilo Dias Faria, Felismar Manoel, Jefferson Caldeira Braga

Resumo


INTRODUÇÃO: A adaptação acadêmica à universidade se configura como o resultado de processos cognitivos, sociais e afetivos que, quando harmonizados, tornam mais provável o êxito do aluno às demandas do contexto acadêmico, bem como à interação no processo geral de socialização. OBJETIVO: Analisar a auto percepção de habilidades sociais e verificar seus perfis de adaptação à vida acadêmica em alunos do curso de Fisioterapia, considerando que as interações interpessoais são bases de processos sociais e que um repertório prévio mais elaborado de habilidades pessoais e sociais facilitam o processo de adaptação. METODOLOGIA: Participaram 149 alunos da 1a à 10 a fase, sendo 131 do gênero feminino e 18 do masculino, com faixa etária entre 18 a 46 anos. Como instrumentos de coletas de dados foram utilizados dois questionários semiestruturados, Autopercepção de Competências Sociais e Pessoais, adaptado pelo grupo GEFISIO - Unigranrio e inspirado no Manual Prático para Promoção de Competências Pessoais e Sociais da APCO/ Portugal, por Lúcia Neto Canha e Sônia Mota Neves, e um questionário já utilizado como instrumento de avaliação em alunos que apresentam dificuldades no rendimento acadêmico, estruturado pelo grupo GEFISIO - Unigranrio, também já utilizado nas estratégias do PROAPA. A fim de determinar qual teste estatístico utilizar na nossa análise, foi utilizado o teste Shapiro-Wilk's W test para análise da normalidade da amostra. Como as amostras n‹o obtiveram uma distribuição normal, foi utilizado o teste n‹o-paramétrico Kruskall-Wallis Anova para as comparações. Foi considerado significativo quando p<0,05. O presente estudo foi previamente aprovado no Comitê de Ética da UNIGRANRIO (CAEE 60793516.4.0000.5283). RESULTADO: O questionário de Autopercepção de Competências Sociais e Pessoais, apontou significância estatística nas percepções meu julgamento social", "minha autoconfiança", "meu posicionamento pessoal". Destacamos diferença das competências por fases, levando em consideração, as médias. < 3,00. Mesmo sem significância estatística, nos permite compreender a realidade do repertório das habilidades sociais desses universitários. O questionário sobre nível de dificuldade percebida em situações diversas no ambiente acadêmico, observamos que não houve significância estatística nos resultados. No entanto percebe-se que houve casos isolados por fases médias ? 2,00 considerado na análise do questionário como características de alerta, mais evidente na fase 10, que é a etapa final de formação profissional da universidade. CONCLUSÃO: Em virtude dos fatos mencionados conclui-se que não foi identificada rela‹o entre domínios de habilidades sociais com repercussão na autopercepção e nas exigências da vida acadmica dos universitários do curso de Fisioterapia.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.