DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DE UMA UNIDADE DE SAÚDE DE MACEIÓ - AL

Erivaldo Santos de Lima, Cristiane dos Santos, Gabrielly Lima dos Santos, Karoline Omena Ramos Cavalcante, Larissa Garrote Duarte, Vanessa Lôbo de Carvalho

Resumo


INTRODUÇÃO: A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é resultado da experiência acumulada por conjunto de atores envolvidos historicamente com o desenvolvimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), como movimentos sociais, usuários, trabalhadores e gestores das três esferas de governo. A dimensão organizativa da Atenção Básica em Saúde tem sido pouco registrada na literatura. No entanto, nos estados do Nordeste - entre eles, Alagoas -, ela tem sido marcada, de forma geral, por problemas tais como: inadequada estrutura física dos serviços; insuficiência e perfil dos profissionais de saúde; e irregular monitoramento e avaliação das ações, de forma que ainda é uma política em construção. Para avaliar problemas e rever ações, por exemplo, pode-se realizar um diagnóstico situacional. A palavra "diagnóstico" quer dizer "através do conhecimento". Portanto, o desafio é levantar dados, transformá-los em informação para produzir conhecimento que subsidie o planejamento. O planejamento é um mediador entre o conhecimento e a ação. OBJETIVO: O objetivo desta pesquisa foi realizar o diagnóstico situacional de uma Unidade de Saúde da Família (USF) do município de Maceió - AL. A pesquisa foi realizada como resultado da disciplina de Saúde e Sociedade IV, do curso de Fisioterapia da UNCISAL. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo qualitativo observacional com análise de conteúdo de entrevistas semi estruturadas baseadas na pirâmide de planejamento proposta pelo Ministério da Saúde e aplicadas com profissionais e usuários se utilizando do método de estimativa rápida. RESULTADO: Os resultados foram categorizados em potencialidades, fragilidades e desafios, destacando-se como potencialidade uma assistente social compondo a equipe Estratégia Saúde da Família (ESF), como fragilidades: a educação permanente em saúde; a incompreensão das generalidade e peculiaridades da Política Nacional de Atenção Básica; ausência de conselho gestor; busca ativa e conhecimento segmentado, e como desafios: superação de trâmites burocráticos; superação da lógica hegemônica em saúde; e aprender a aprender. CONCLUSÃO: O diagnóstico situacional se mostra relevante e como uma ferramenta indispensável para que os profissionais possam constantemente reavaliar os processos de trabalho, traçar estratégias resolutivas pautadas nas necessidades da população, e avaliar o desempenho de suas ações. Muitos são os desafios a serem superados, dessa forma, cabe aos profissionais continuarem na luta por um Sistema Único de Saúde de acordo com os seus princípios, e ainda, o incentivo à população para que exerçam seu papel no controle social.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.