EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA COMUNIDADE: DESAFIOS, CONTRIBUIÇÕES E PERSPECTIVAS NA FORMAÇÃO DO ACADÊMICO DE FISIOTERAPIA DA UNIUBE

André Jerônimo, Karen Cristina Alves, Adriana D'aprille Rezende, Lidiana Simíes Marques Rocha

Resumo


INTRODUÇÃO: Os desafios do acadêmico de fisioterapia na comunidade são inúmeros, desde desenvolver atividades de educação em saúde, em grupos ou individualmente, como promover o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade dos usuários, no cuidado com a sua saúde. OBJETIVO: Investigar quais os principais desafios, contribuições e perspectivas do acadêmico de Fisioterapia, na educação em saúde, de acordo com as experiências adquiridas a partir do contato com, na área de abrangência da Unidade Matricial de Saúde (UMS), bairro Alfredo Freire em Uberaba-MG. Os objetivos específicos foram: avaliar as percepções dos usuários, sobre o impacto da fisioterapia na qualidade de vida, exercidas no atendimento domiciliar e identificar qual é o papel do grupo Envelhecimento Saudável na percepção de saúde dos idosos. METODOLOGIA: Este estudo foi caracterizado como uma pesquisa de campo com delineamento transversal e de caráter descritivo. As amostras por foram constituídas por usuários do grupo Envelhecimento Saudável (n=18) e atendimento domiciliar (n=43), assim como acadêmicos do último período de Fisioterapia (n=8). Foram aplicados três questionários diferentes, de acordo com as características das amostras. O questionário para os idosos foi composto de nove perguntas, sendo que oito eram objetivas e uma aberta. As perguntas englobaram aspectos sobre a qualidade de vida dos idosos. Os acadêmicos de Fisioterapia responderam um questionário que constou de informações como: idade; gênero e uma questão para expor sua opinião sobre o estágio de Saúde Coletiva. Posteriormente, foram selecionados todos os 43 usuários do serviço de atendimento domiciliar e foi aplicado um questionário de satisfação em relação aos atendimentos, com atribuição de uma nota de 0 a 10 e uma questão discursiva para expor opiniões. RESULTADO: De acordo com a entrevista obteve-se que 77,7% dos idosos do grupo envelhecimento sentiam-se alegres, a maior parte do tempo; 94,4% eram independentes funcionais e quanto aos aspectos de vitalidade, 72,2% n‹o interromperam a maior parte das atividades realizadas na juventude. Dos entrevistados, 61,1 % frequentavam o grupo desde o ano de 2001. Os acadêmicos observaram que com baixo custo de investimento é possível trazer benefícios para a comunidade e todos fizeram uma análise positiva da experiência no estágio de Saúde Coletiva. Os resultados do atendimento domiciliar, no período matutino, demonstraram que 90% dos atendidos deram nota dez, enquanto 5% aplicaram nove e 5% oito. No período vespertino 60% deram nota dez, 20% deram nove, 4% acharam que oito seria a nota mais coerente, 12% deram nota sete e 4% nota cinco. Apontaram também sugestões sobre o tempo de atendimento. CONCLUSÃO: Observou-se que os usuários do grupo Envelhecimento Saudável atribuem que a qualidade de vida deles está relacionada com a prática constante de atividade física e a participação no grupo. Os acadêmicos compreenderam que a noção de equipe de saúde e que a convivência em grupos é um caminho eficiente, pois perceberam resultados promissores na qualidade de vida dessa comunidade. A avaliação realizada com os usuários em atendimento domiciliar, permitiu a participação dos usuários nas decisões e nas atividades exercidas pelos estagiários do curso de Fisioterapia da Universidade de Uberaba.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.