ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO UTILIZADAS NOS CURSOS DE FISIOTERAPIA NA SUBÁREA DE SAÚDE DA MULHER E SUBÁREAS AFINS EM INSTITUI‚ÍES DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICAS DO BRASIL: CONSULTA PÚBLICA

Néville Ferreira Fachini de Oliveira, Nurya Gon, Alves Ramos, Rafael Brum dos Reis

Resumo


INTRODUÇÃO: O uso de metodologias de ensino-aprendizagem e avaliação tem sido estudado na Fisioterapia, no entanto não foram encontrados estudos que descrevam tais estratégias na subárea da Saúde da Mulher. OBJETIVO: Identificar as estratégias de ensino-aprendizagem e avaliação utilizadas nos cursos de Fisioterapia na subárea de Saúde da Mulher (FSM) e afins em instituições de ensino superior (IES) públicas do Brasil. METODOLOGIA: Este estudo de corte transversal descritivo de consulta pública iniciou a coleta de dados com o levantamento nos sites oficiais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e jornal folha de São Paulo, para identificar as IES públicas do Brasil que oferecem o Curso de Fisioterapia. Em seguida, buscou-se nos respectivos sites, os projetos pedagógicos de curso (PPC) e/ou ementas das disciplinas de FSM e subáreas afins (Ginecologia e Obstetrícia, Uroginecológica, entre outros). A extração dos dados foi realizada seguindo um roteiro estruturado de leitura/análise dos documentos obtidos, buscando as estratégias de ensino-aprendizagem e avaliação das disciplinas relacionadas à FSM. A partir dessa análise documental, foi construído um banco de dados e os mesmos foram analisados no programa Microsoft Office Excel 2013. Os dados foram expressos em frequências absolutas e relativas. Por se tratar de dados de domínio público (sites institucionais), n‹o foi aplicado termo de Consentimento Livre e Esclarecido. RESULTADO: Foram identificadas que 47 IES públicas oferecem o curso de Fisioterapia. As informações públicas contidas nos sites oficiais das IES, extraídas de 26 PPCs e 31 ementas, mostraram que 46 IES ofertam disciplinas relacionadas à FSM. Destas, apenas oito disponibilizaram as estratégias de ensino, sendo que seis utilizam aulas expositivas, cinco aulas teórico-práticas, quatro seminário e quatro casos clínicos. Outras estratégias também foram citadas, no entanto com baixa frequência (debate, estudo dirigido, mesa temática, uso de tecnologias, aprendizado baseado em problemas (ABP), metodologia de ensino pela problematização (IBL), tutorial, portfólio, tempo protegido para estudo, oficina de confecção de brinquedos, gincana, elaboração de anamnese e visitas). Com relação às estratégias de avaliação, 13 IES as disponibilizaram, na qual 11 citaram prova teórica, oito apresentação de trabalho e seis prova prática. Outros métodos avaliativos também foram citados, no entanto com menor frequência (prova oral, avaliação observacional, casos clínicos, estudo dirigido, debates, solução de problemas, seminário, entrevistas, ficha de avaliação, trabalhos de campo, participação do aluno, auto-avaliação, relatórios e atividades experimentais, atendimento individualizado, atividades de monitoria, grupos de estudos, portfólio, assiduidade e pontualidade, ABP e IBL). CONCLUSÃO: Com base na consulta publica dos PPCs e ementas, foi possível observar a predominância na utilização de metodologias tradicionais de ensino (aulas expositivas, teórico-práticas, seminário e casos clínicos) e avaliação (prova teórica, pratica e apresentação de trabalho) nas disciplinas de Saúde da Mulher e afins nos Cursos de Fisioterapia das IES publicas do Brasil. Faz-se necessário uma abordagem junto aos docentes responsáveis pelas disciplinas de FSM e afins das IES publicas do Brasil, para melhor descrição do cenário nacional quanto à utilização de estratégias de ensino-aprendizagem e avaliação.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.