FORTALECIMENTO E EMPODERAMENTO QUANTO AS POLÍTICAS PÚBLICAS DA PESSOA IDOSA: UM OLHAR A PARTIR DE UM GRUPO DE IDOSOS

Eridyan Alves Casado, Érika de Fátima de Carvalho Silva, Lúcia Maria Silva da Paz, Hellen Pereira da Silva, Deivison da Silva Ferreira, Rebeca Pereira da Silva, Rosa Camila Gomes Paiva, Rachel Cavalcanti Fonseca

Resumo


INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, além de ser um processo de transição demográfica apresenta-se como um grande desafio para humanidade consequente de suas particularidades. As pesquisas indicam que em 2020 o Brasil será o sexto país com maior número de idosos no mundo, com uma população superior a 30 milhões de pessoas. O envelhecimento ainda possui vertentes em relação às necessidades do idoso, que levam a construção de políticas públicas voltadas para atender a realidade do envelhecimento e todas as suas particularidades, ansiar a promoção do bem-estar físico, mental e social do idoso e a prevenção de agravos a sua saúde. OBJETIVO: Diante do exposto, o objetivo deste trabalho é relatar a percepção de um grupo de idosos sobre as políticas voltadas a pessoa idosa e vislumbrar estratégias para fortalecer tais políticas. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa de campo, com caráter exploratório e abordagem qualitativa, realizada no Centro de Convivência do Idoso (CCI) de João Pessoa/PB. A amostra contou com oito (08) idosos frequentadores assíduos do CCI. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário semiestruturado, abordando dados sociodemográficos e sobre o conhecimento e a percepção quanto às políticas públicas da pessoa idosa. A analise dos dados foi realizada através do conteúdo extraído das entrevistas, que foram gravadas em aparelho da marca Apple, as quais foram transcritas e analisadas conforme as respostas subjetivas relacionadas as temáticas abordadas. Os participantes foram nomeados por flores, a fim de preservar a identidade dos mesmos. Foram respeitadas e atendidas as diretrizes da resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde que defende a pesquisa com seres humanos. RESULTADO: A amostra revelou uma população feminina de idosas, com idade média de 73 anos, a maioria viúvas e desfavorecidas educacionalmente. Selecionaram-se três temáticas, para apresentar os resultados, sendo elas: O conhecimento e entendimento sobre as políticas; a percepção dos idosos sobre a efetividade das políticas na melhora da saúde dos idosos; e os desejos futuros quanto a estratégias para contribuir com a melhora da qualidade de vida dos idosos. Quanto à percepção dos idosos, referente a temática 1 notou-se que em sua maioria os idosos pouco ou nada conheciam efetivamente sobre as políticas da saúde do idoso. Já a respeito da temática 2, observou-se a importância, na visão dos idosos, entre a relação de políticas voltadas para o lazer, para a saúde e para o incentivo a inclusão social dos idosos com a melhora na saúde dos idosos. E quanto ultima temática, os mesmos almejam mais benefícios voltados aos idosos, pois sentem que seu papel social já foi desempenhado e agora almejam finalizar a vida aproveitando. CONCLUSÃO: As políticas da saúde do idoso são pouco conhecidas, porém muito importantes para a saúde e o bem-estar dos idosos. Fortalecer tais políticas é imprescindível para melhorar a qualidade de vida dos idosos, pois traz benefícios incontáveis para a terceira idade.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.