CIRCUITO FUNCIONAL SUSTENTÁVEL: UMA EXPERIÊNCIA ACADÊMICA NO MUNICÍPIO DE CABEDELO - PB

Jane Oliveira Marques, Ana Letícia da Silva Pimentel, Rafaela Gerbasi Nóbrega, Ana Luísa Soares de Sousa Melo, Ediene Nascimento de Araújo, Karoliny Nunes dos Santos, Nathália Stéphanie Cavalcante de Jesus

Resumo


INTRODUÇÃO: O cuidado fisioterapêutico na comunidade é o principal objeto de estudo do Estágio Supervisionado I, voltado a atuação fisioterapêutica na comunidade. Tal vivência permite que acadêmico de fisioterapia atue como agente de intervenção no processo saúde - doença, considerando os diversos níveis prevenção em saúde, no âmbito dos serviços de saúde municipal, com enfoque na saúde da família e em grupos prioritários, a partir do arcabouço teórico-metodológico e prático aprendido no decorrer das atividades curriculares. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: Este estudo consiste em um relato de experiência das acadêmicas do curso de Fisioterapia do Centro universitário de João Pessoa - UNIPE, por ocasião da vivência do componente curricular Estágio Supervisionado I, no período de Fevereiro de 2017 a Junho de 2017, no bairro do Renascer II/III do município de Cabedelo-PB. Dentre as atividades realizadas no estágio, destacam-se as ações interdisciplinares desenvolvidas no grupo de mulheres Renascer, em parceria com o profissional de educação física do Núcleo de Apoio a Saúde da Família local. Semanalmente, são realizados encontros com duração de uma hora, envolvendo rodas de conversas, orientações e exercícios com enfoque no alongamentos, treinos de equilíbrio e coordenação motora, exercícios de fortalecimento muscular, relaxamento e Circuitos Funcionais, onde, para podermos realizar esse último, tínhamos que trazer materiais da faculdade, o que nem sempre era viável. A partir desse desafio enfrentado, tivemos a ideia de realizarmos a confecção de materiais e insumos reciclados para que fossem utilizadas nas atividades do grupo. Tal ação foi intitulada Circuito Funcional Sustentável e contou com a construção de diversos materiais a partir de garrafas pet envolvidas com EVA transformadas em halteres de 1kg, bem como bambolês foi reciclada uma gaveta antiga de guarda-roupa, e envolvida com material antiderrapante para transforma-la em um step utilizamos cama de ar de bicicleta cortadas para servirem como mini-bands cabos de vassoura envoltos com fitas adesiva colorida para serem transformadas em bastões retalhos de tecidos foram transformados tanto em uma escada de chão, para treino de equilíbrio e coordenação, como na confecção de duas bolas para treino de chute e cordas para pular. IMPACTOS: Ao entregarmos os materiais para as mulheres abrimos caminhos para mais iniciativas assim, pois o profissional de educação física relatou que isso serviria de estimulo para a criação de novos equipamentos para o grupo. Isso nos serviu como uma grande experiência, pois um dos desafios da prática fisioterapêutica na atenção básica é a falta de materiais, mas com uma solução simples e a ajuda da própria comunidade, conseguimos ultrapassar esse obstáculo com êxito. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Desde o primeiro contato, a comunidade mostrou de forma única a importância do trabalho em equipe, do desenvolvimento de atividades extras, da tomada de decisão, de incentivar o próximo a vencer seus medos e limites bem como procurar conhecer o local em âmbito físico e emocional para se adequar ao ritmo e ao estilo que é seguido pelos outros profissionais, nos mostrando que o diferencial de um bom aluno/profissional é trazer novas ideias, abrir caminhos e deixar raízes.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.