EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DE PREVENÇÃO DA DOENÇA DE ALZHEIMER: UM RELATO COM IDOSOS ATIVOS

Eridyan Alves Casado, Lúcia Maria Silva da Paz, Rebeca Pereira da Silva, Amanda Rayssa Mendes de Souza, Hugo Leonardo Alves da Silva, Kelton Dantas Pereira, Rachel Cavalcanti Fonseca

Resumo


INTRODUÇÃO: A doença de Alzheimer é a patologia neurodegenerativa de maior frequência associada ao envelhecimento, cujas manifestações cognitivas e funcionais resultam em uma deficiência progressiva e em uma eventual dependência. A promoção de saúde na velhice visa prorrogar o processo de incapacitação dos idosos e uma forma de tornar isso realidade são as atividades de educação em saúde. A metodologia ativa é uma forma educativa que disponibiliza processos de ensino-aprendizagem crítico-reflexivos. Usá-la como ferramenta na educação em saúde disponibiliza um feedback da comunidade para o profissional de saúde, fazendo com que a atividade seja ainda mais proveitosa. É importante ressaltar que, nesse processo ativo, a atuação do educador não é o único determinante para o sucesso da atividade, pois os participantes também devem ser sujeitos ativos e responsáveis pela aprendizagem. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência envolvendo os discentes inseridos em um projeto interdisciplinar e um grupo de idosos da comunidade através de uma atividade com metodologia ativa. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: No segundo semestre letivo de 2016, o projeto de extensão Atenção a Pessoa Idosa: Um Cuidado Interdisciplinar realizou uma atividade de educação em saúde envolvendo alunos dos cursos de fisioterapia, medicina, nutrição, farmácia e enfermagem no Centro Convivência do Idoso, abordando a temática Doença de Alzheimer. A atividade foi iniciada por uma roda de conversa com apresentação de tarjetas englobando os temas "O que é a Doença de Alzheimer (DA)", "Quais as manifestações clínicas da DA", "Como se caracterizam as fases da DA" e "De que maneira se previne e se trata a DA". A dinâmica da atividade se sucedeu em perguntas sobre a temática, avaliando o conhecimento dos idosos acerca do tema e explanação do assunto de maneira que houvesse participação ativa dos sujeitos na construção do conhecimento. Após a roda de conversa foram realizadas atividades recreativas com os idosos objetivando estimular suas mentes, através de jogos de memória e de um bingo. IMPACTOS: Observou-se uma vasta corroboração dos idosos na temática abordada, os mesmos participaram com relatos de seus conhecimentos quanto ás manifestações da DA, com a demonstração de interesse nas informações sobre os métodos de prevenção e tratamento e com a receptividade das atividades recreativas. À medida que a atividade foi acontecendo, observou-se o comprometimento social dos acadêmicos com a promoção de saúde e prevenção de doenças da população idosa, promovendo conhecimento aos idosos e estimulando-os a melhorar sua saúde e independência intelectual, através das atividades realizadas, como também, unindo a experiência entre profissionais, acadêmicos e a comunidade, viabilizando a produção de conhecimento com embasamento científico relacionado ao tema em destaque. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A doença de Alzheimer é uma patologia que altera multidimensionalmente o indivíduo acometido, dessa maneira, a abordagem interdisciplinar é de fundamental relevância para a melhora do quadro dos pacientes, pois o ser humano é complexo e deve ser tratado de forma holística. Conscientizar os idosos possibilita o diagnóstico precoce da doença e realizar atividades lúdicas estimula o cognitivo do idoso e previne a DA. A metodologia ativa proporciona essa conscientização e elucida duvidas de forma efetiva.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.