INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM CRIANÇAS COM MICROCEFALIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Kaitlyn Monteiro de Souza, Bruena Palovsck da Costa Maciel, Adriene Cataline Rodrigues Fernandes, Amanda Raissa Amorim Neves de Amorim

Resumo


INTRODUÇÃO: A Síndrome da Infecção Congênita causada pelo Zika vírus resultando na microcefalia, é atualmente um problema de saúde pública em vários países. As crianças afetadas apresentam características clínicas associadas a parâmetros de desenvolvimento motor abaixo do normal para a idade. As ações fisioterapêuticas executadas através do projeto de extensão: Atuação interprofissional na atenção á saúde dos portadores da Síndrome da Infecção Congênita Causada pelo Zika vírus e combate ao mosquito Aedes Aegypti, desenvolvido através de discentes e docentes da Escola da Saúde da Universidade Potiguar, é possível a análise da situação de saúde dessas crianças, a promoção, prevenção, tratamento e reabilitação das mesmas de forma interprofissional, com a finalidade de proporcionar uma maior evolução em longo prazo com relação á fase de desenvolvimento motor que cada uma se encontra presente, por essa razão a imersão dos alunos de fisioterapia envolvidos no projeto busca uma avaliação rica em informações para melhor traçar seus objetivos e condutas de uma forma individualizada para cada paciente. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: As intervenções fisioterapêuticas nas crianças com microcefalia são desenvolvidas por seis discentes do curso de fisioterapia e dois docentes preceptores. São atendidas oito crianças, com diagnostico confirmado de microcefalia pelo Zika Vírus. Os atendimentos são realizados no setor de Fisioterapia da Universidade Potiguar - UnP, duas vezes na semana, com duração média de cinquenta minutos para cada sessão. Inicialmente, as crianças são avaliadas na primeira sessão pelo aluno responsável e nos atendimentos seguintes são realizadas as condutas traçadas para cada criança, de acordo com suas necessidades e desenvolvimento motor. IMPACTOS: Com o término dos atendimentos realizados no primeiro semestre de 2017, foi possível refletir sobre todos os trajetos percorridos com cada criança e perceber a importância e diferença que o profissional de fisioterapia oferece para esses pacientes e seus familiares. Cada indivíduo possui suas particularidades, e é evidente que terão casos de maior evolução á resposta do tratamento, como também existirão outros que não responderão tão bem quanto. Porém, apesar desta certificação, os resultados manifestados foram significativos positivamente, visto que os pacientes estão apresentando evolução no quadro de desenvolvimento motor em menos de cinco meses de intervenção fisioterapêutica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Mediante ao exposto, além dos benéficos resultados clínicos, foi perceptível para os discentes envolvidos que o projeto se tornou singular na relação paciente-fisioterapeuta-família e despertou através da vivência prática interprofissional um atendimento mais humanizado com essas crianças e familiares.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.