INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO AMBIENTE HOSPITALAR EM PACIENTE COM DPOC: ESTUDO DE CASO

João Aragão Filho, José Pablo Gonçalves de Queiroz, Jéssica de Souza Cunha, Eleazar Marinho de Freitas Lucena

Resumo


INTRODUÇÃO: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) caracteriza-se pela obstrução do fluxo aéreo não totalmente reversível, progressiva e associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões á inalação de partículas ou gases nocivos (Sousa; et. al., 2011). Nos países industrializados e em certas regiões do Brasil, está entre as cinco enfermidades mais prevalentes (Varella, 2017). A cada hora três brasileiros morrem em decorrência da doença, o que corresponde a cerca de 40 mil mortes no ano, sendo a principal causa o tabagismo e suas diversas formas. (DATASUS, 2014). DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: Estudo do tipo descritivo-observacional, realizado no Hospital Universitário Lauro-Wanderley da UFPB, no período de 23/03/2017 a 06/04/2017, durante os atendimentos de Fisioterapia ao paciente SMW, de 50 anos, obeso, que além da DPOC no estágio de bronquite crônica, apresentava hipertensão arterial sistêmica e insuficiência renal. Os atendimentos duravam cerca de 45 minutos, duas vezes na semana. IMPACTOS: Foi percebido que a realização de manobras como aceleração do fluxo expiratório (AFE), expiração forçada e tosse ajudavam a expectoração; já o uso da ventilação não-invasiva (CPAP com pressão de 10 cmH2O) associada a exercícios ativos livres de membros superiores e inferiores, e alongamentos contribuíram para a melhora do condicionamento físico e dos sintomas de tosse e dispneia, de acordo com o relato do paciente. Destacou-se também a necessidade de mudanças nos hábitos inadequados de vida, como o tabagismo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A assistência fisioterapêutica requer continuidade para além do âmbito hospitalar, uma vez que o quadro clínico da DPOC pode ser estabilizado. Diante deste relato de caso, o atendimento fisioterapêutico no âmbito da enfermaria hospitalar contribuiu para o desenvolvimento de habilidades e competências de na formação do profissional fisioterapeuta.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.