A FORMAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA PARA O SUS: CONTRIBUIÇÕES DO PET-SAÚDE GRADUA-SUS

Mariana Silva Macedo, Levi Moura, Yasmin Neri, Driele de Jesus, Amanda Akita Pimentel, Hayre Santana, Kionna Oliveira Bernardes Santos, Jorge Henrique Saldanha

Resumo


INTRODUÇÃO: O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde-2016/2017 trouxe em seu edital temático o incentivo de mudança nos cursos de graduação buscando uma formação mais alinhada com o SUS promovendo maior integração ensino-serviço. O edital contemplou após processo seletivo, 6 estudantes de fisioterapia da Universidade Federal da Bahia, sendo 3 bolsisitas e 3 voluntários, alocados em 3 Unidades de Saúde da Família, a sede do Distrito Sanitário Cajazeiras e a Secretaria Municipal de Saúde. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: As primeiras atividades do PET foram marcadas pelo contato entre estudantes (medicina , enfermagem e fisioterapia) e as unidades de saúde, para desenvolvimento do diagnóstico situacional da unidade e do território. Os diálogos estabelecidos nas unidades com os profissionais e a inserção dos estudantes dentro dessa realidade trouxeram descobertas e reflexões permitindo simultaneamente o início da construções de vínculo e o entendimento das necessidades de cada unidade. O levantamento das potencialidades e fragilidades da unidade revelou questões estruturais, organizacionais e políticas que influenciavam diretamente no processo de trabalho e relações dentro das unidades de saúde. O diagnóstico foi utilizado para a construção dos eixos de discussão do acolhimento pedagógico junto as equipes de saúde das unidades. O acolhimento pedagógico foi uma das ações pactuadas entre os participantes do PET para o primeiro ano de atividades, com o objetivo de acolher os profissionais de saúde da atenção básica de um Distrito Sanitário de Salvador. Cada eixo de discussão doi construído através de oficinas, onde se priorizou a participação e protagonismo dos estudantes. O produto principal das oficinas foram atividades voltadas para as demandas de cada unidade, como a construção do mapa do território e a construção de estratégias de controle social, tendo o PET como apoiador das atividade. IMPACTOS: A inserção dentro das unidades e a vivência possibilitou reflexões a cerca dos desafios para o estudante e do futuro fisioterapeuta neste campo de atuação. Foi possível estabelecer correlação teórico/prática e avaliar limitações e potencialidades da atuação do fisioterapeuta e dos demais atores de saúde junto a atenção primária de saúde. Os encontros entre tutores, preceptores e a secretaria de saúde permitiram discussão rica sobre os planos de ação, o que configurou o processo de construção do acolhimento pedagógico como espaço de aprendizado em que, o uso da teoria aplicada ás demandas da unidade e do território foi estimulado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A possibilidade vivenciar a rotina da unidade de saúde, escutar os trabalhadores, dialogar com as instituições envolvidas e os usuários dos serviços, permitiu desenvolvimento de visão ampliada a cerca das relações interpessoais, políticas e sociais que influenciam a prática de saúde dentro do SUS , além dos desafios ainda presentes na formação do fisioterapeuta para interagir nestes espaços.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.