A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR EM SAÚDE ATRAVÉS DO USO DO PORTIFÓLIO

Michelle Guiot, Juliana Veiga, Michele Ramos Lourenço

Resumo


INTRODUÇÃO: O novo paradigma de ensino proposto pelas Diretrizes Curriculares Nacionais - DCNs aponta para mudanças curriculares que norteiam a formação de profissionais-cidadãos que desenvolvam conhecimentos, atitudes e habilidades que os tornem comprometidos na luta pela recuperação da dimensão essencial do trabalho em saúde, que é a produção de cuidados em resposta às demandas sociais. Considerando que estes são grandes desafios na docência em saúde, é importante a apropriação do uso de ferramentas pedagógicas que permitam facilitar o aprendizado baseado na comunicação dialógica entre os diferentes sujeitos. O portfólio objetiva armazenar os passos percorridos pelos estudantes na sua trajetória de aprendizagem. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: O estudante acumula textos, documentos, registros de atividades, ações, impressões, dúvidas, certezas, relações feitas com outras situações vividas ou imaginadas, que podem ser organizados de diversas formas, entretanto é fundamental que haja sentido nesta construção. Planejar, preparar, elaborar, refinar e demonstrar são fases essenciais para criar um portfólio. A estrutura advém de uma organização pessoal, porém deve conter: Capa, Sumário, Introdução, Processo e Produtos da Aprendizagem – que trata da descrição destes em sequência cronológica, ilustrando o desenvolvimento do aluno, os modos de trabalho em aula, fora dela, individualmente e coletivamente. Cada atividade deve ser acompanhada de uma auto-reflexão, sinalizando dificuldades, recuos, possibilidades e avanços do processo. O aluno assume a responsabilidade pela sua trajetória de formação, uma vez que toma decisões sobre “o que fazer” para superar dificuldades na concretização dos objetivos. O professor leva o aluno a refletir à medida que avança, auxiliando-o a descobrir novos conhecimentos e incitando-o a aprimorar sua atuação num aprendizado sem traumas, refletindo sobre o seu progresso e compreensão da realidade, possibilitando a introdução de mudanças necessárias.O uso de fichas de análise de desempenho para registrar compromissos e possíveis alternativas para superação de dificuldades, estímulo, tomada de decisão, busca ativa de informações e curiosidade epistemológica; observar análises equivocadas, como: invisibilidade do sujeito nas narrativas, ausência de narrativas com teor reflexivo, desintegração entre forma e conteúdo nas narrativas; e ainda a auto avaliação - centralizando a reflexão no aluno como sujeito e no professor como desencadeador do processo são elementos importantes para uma aprendizagem significativa. IMPACTOS: Para Perrenoud, o processo avaliativo deve gerar transformação e superação, ,porque ajuda o aluno a aprender e o professor a ensinar. É o pensar e agir com responsabilidade e rigor sem a preocupação com o controle que cria uma espécie de tensão prejudicial ao processo interativo na sala de aula. A avaliação, que segundo Paulo Freire, tem a intenção de estreitar a convivência entre o aluno e o professor, possibilita uma experiência dialógica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Para Silva e Sá-Chaves (2008), o portfólio traduz o desafio por uma formação profissional reflexiva, exigindo a procura de novos referenciais que interligam educação, saúde e desenvolvimento.Baseado na narrativa dos processos de ensinagem, o portfólio constitui-se “em uma espécie de filme onde o processo de aprendizagem fica registrado quase que com movimentos, experiências e vivencias dos indivíduos.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.