A METODOLOGIA ATIVA FORMAÇÃO EM FISIOTERAPIA: UMA EXPERIÊNCIA A PARTIR DAS VISITAS TÉCNICAS DE OBSERVAÇÃO

Nelirene Estanislau de Araujo, Wesklayne de Oliveira Peixoto, Dailton Alencar Lucas de Lacerda

Resumo


INTRODUÇÃO: A formação em saúde ainda é fortemente marcada por processos pedagógicos tradicionais, onde a centralidade do processo ainda é o professor e os processos avaliativos são meritocráticos, além de conteudista. As Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação da Área da Saúde, instituídas paulatinamente a partir de 2001, apontaram novas propostas metodológicas: metodologias ativas. Estas são essencialmente dialógicas e participativas. Coloca o estudante na centralidade e no processo. Nela, a crítica e reflexão são estimuladas pelo professor que assume um papel de mediador-facilitador, mas o centro desse processo é o próprio aluno. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: A disciplina História e Fundamentos da Fisioterapia, do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal da Paraíba, vem há anos aplicando a referida metodologia. Inicialmente é realizada uma apresentação da proposta metodológica, a partir da ementa e pactuada coletivamente e os processos didático-pedagógicos que serão desenvolvidos no curso da mesma: apresentação da disciplina e de todos os participantes (estudantes, professor e monitores), através dinâmicas ativas e participativas; escolha dos temas/aulas, em rodas de conversas participativas; avaliação formativa e processual (frequência-assiduidade, comportamento ético, sociabilidade, registro das atividades através de instrumento próprio de sistematização, construção de portfólios e auto avaliação); dinâmicas das aulas (territorialização, fóruns, seminários, debates e rodas de diálogos com convidados de referência). Um conjunto de atividades muito importante da disciplina são as Visitas Técnicas (VTs). Nestas, os alunos têm a oportunidade de ver a profissão na prática. Sob a preceptoria do professor, monitores e profissionais parceiros, visitam diversas unidades e serviços de saúde da universidade e da rede assistencial de saúde de João Pessoa, onde há atuação da fisioterapia: Unidade de Saúde da Família, Clínica Escola de Fisioterapia, Serviço Infantil de Fisioterapia; Hospital Universitário; Centro de Práticas Integrativas e Complementares de Saúde-PICs (Acupuntura, Reike, Florais, Fitoterapia, etc) e Equoterapia. IMPACTOS: Os principais impactos observados e percebidos nas VTs traduzem-se nos registros realizados em diário de campo utilizado pelos estudantes para sistematização das experiências. Podemos destacar: o encantamento em conhecer cenários reais da prática fisioterapêutica e os principais métodos e instrumentos utilizados na área; a surpresa com as PICs e a atuação da fisioterapia nesse campo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A metodologia ativa, apesar de ser um processo contra hegemônico deveria ser mais presente durante a formação do estudante considerando que envolve uma participação mais ativa do discente em todos os momentos do processo. A metodologia tradicional é importante, porém, em algumas ocasiões, dificulta para o aluno expor/exercer seus aprendizados de maneira mais criativa e eficiente. Sendo assim, a metodologia ativa aparece como uma alternativa efetiva á metodologia tradicional e vem ganhando cada vez mais espaço na formação em saúde. Permite uma maior participação do estudante de forma crítica e reflexiva, e as VTs, foram fundamentais nesse processo, podendo ser até mesmo um divisor de águas para definição do seu futuro profissional.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.