APLICANDO A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE (CIF) NO ENSINO DE PRÁTICAS E HABILIDADES NA FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL

Sheila Schneiberg, Sibele de Andrade Melo Knaut, Geciely Munaretto, Lázaro Juliano Teixeira, Lívia Dumont Facchinetti, Diogo Suriani Ribeiro, Bruna Baggio, Felipe Lemos

Resumo


INTRODUÇÃO: O desafio didático consistia de ensinar nas atividades de práticas e habilidades dos módulos saúde do adulto II e Infanto-Juvenil, equivalente as disciplinas de Fisioterapia Neurofuncional Adulto e Pediátrica, a aplicação do modelo biopsicossocial da CIF para avaliação, diagnóstico fisioterapêutico e tratamento neurofuncional. Cada módulo dura cinco semanas e as atividades de prática e habilidades tem a carga horária total de 40h (20h cada). DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: Utilizando técnicas de ensino de metodologia ativa, os alunos eram motivados a trazer as categorias que compunham cada domínio, selecionarem instrumentos ou formas de aplicação, aplicarem a abordagem semiológica biopsicossocial da CIF em pacientes voluntários, identificar o diagnóstico fisioterapêutico usando os domínios e nomenclatura da CIF e desenvolverem um plano de tratamento fisioterapêutico funcional baseado em evidências. Divididos em dupla os alunos apresentavam no final do curso o caso clínico usando o modelo biopsicossocial da CIF. Toda a turma participa das apresentações dos casos clínicos com discussões e questionamentos. IMPACTOS: No início a maioria dos alunos demonstraram uma relutância e achavam complicado utilizar a CIF, porém quando começaram a montar os casos clínicos e observavam a interdependência dos domínios, compreenderam que utilizar a CIF proporcionava uma visão ampla da funcionalidade e incapacidade dos pacientes e facilitava o plano terapêutico, pois permitia um raciocínio lógico de causalidade das incapacidades funcionais. Para os pacientes em um período curto de tempo os objetivos principais de tratamento eram realizados e eles se sentiam mais satisfeitos, pois em cada rodízio de alunos o foco era em uma incapacidade diferente. No total já foram 4 turmas de fisioterapias que aprenderam a utilizar a CIF em práticas e habilidades na Fisioterapia Neurofuncional. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Aplicar o modelo da CIF como instrumento didático na Fisioterapia Neurofuncional permite ensinar de maneira compacta e eficiente aos discentes de fisioterapia a avaliar, diagnosticar e tratar adultos e crianças com uma abordagem biopsicossocial, capacitando um futuro profissional da saúde que interceda em todas as esferas da saúde e dessa forma possa tratar pessoas e transformar vidas.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.