CONSTRUINDO CIDADES VIRTUAIS, VIVENCIANDO PROBLEMATIZAÇÕES REAIS: UMA EXPERIÊNCIA PILOTO APLICADA AO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM

Jânia de Faria Neves, Rosa Camila Gomes Paiva, Maria Elma de Souza Maciel Soares, Andréa Carla Brandão da Costa Santos, Juliana Nunes Abath Cananéia

Resumo


INTRODUÇÃO: A modalidade de educação á distância (EaD) vem crescendo nos últimos 10 anos como estratégia de ofertas de vagas no ensino superior e cursos. De acordo com dados da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), a modalidade já corresponde á 26% das vagas ocupadas e a estimativa é que 2023 seja a responsável por 51% das vagas ocupadas no ensino superior. Posto isso, pensar a EaD parece ser um grande desafio não apenas para a instituições de ensino superior (IES) que vão enfrentar as dificuldades de incorporação dessa modalidade em seus projetos pedagógicos, mas para o professor, que precisa de uma abordagem palatável e pedagogicamente estruturada para ter sucesso na adesão e aprendizagem do aluno. Assim, é necessário conhecer as plataformas de ensino disponíveis, o processo de montagem de uma sala de aula virtual, as ferramentas mais atrativas e, principalmente, como desenvolver as competências, habilidades e atitudes necessárias á formação do aprendente em um espaço virtual. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: A proposta é o produto final de um projeto piloto de um ambiente virtual de aprendizagem para o componente curricular ciências sociais na saúde para 2017.1. A ideia era criar uma cidade fictícia a partir da qual as situações problemas seriam geradas. A cidade foi montada a partir de uma base gráfica que compôs o solo e todos os elementos de animação foram inseridos manualmente. Assim, a cidade se pareceria com qualquer cidade de pequeno porte impregnada de traços culturais e de elementos que fazem referência a modernidade. Para enredar as situações-problemas, foi realizada uma pesquisa para criar a história dessa cidade, apresentada em uma narrativa contendo desde as lendas que envolvem o surgimento da cidade até as estatísticas locais. Em seguida, definiu-se em quantas aulas o componente curricular seria executado e fez-se a divisão do conteúdo programático. Cada aula seguiu a estrutura pré-programa, que contém um livro de atividades organizado com uma apresentação, competências e habilidades, situação-problema, fórum, leitura de texto, atividade e referências e textos complementares. A diversidade de atividades propostas foi intencional para abarcar o maior número de competências e habilidades possível. . IMPACTOS: A adesão inicial dos alunos ao formato EaD foi baixa, com índice elevado de faltas. Em razão dos problemas apresentados, foi elaborada uma lista com as principais dúvidas e respostas a elas. O material ficou disponível na própria sala. A partir disso, a adesão foi aumentando. O percentual de faltas caiu e houve uma maior participação nas atividades, incluindo os aspectos qualitativos. ƒ possível que isso tenha se dado, também, pelo fato de o domínio no manejo da sala ter aumentado, além da percepção do risco de reprovação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A presença de uma cidade com personagens e lugares que tão familiares, além das discussões sobre temas polêmicos apresentados a partir das situações-problemas pode ter sido o diferencial para uma maior aproximação das atividades, apesar das dificuldades de aceitação da modalidade EaD.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.