EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA ADOLESCENTES: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Arthur Deyvison Melo de Santana, Daniela Gibson Cunha, Liliane Santos de Vasconcellos, Murilo Paulino Ribeiro, Verônica Laryssa Smith

Resumo


INTRODUÇÃO: Diante da atual conjuntura brasileira; onde há o início cada vez mais precoce da vida sexual, verifica-se que crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos engravidam ou contraem doenças sexualmente transmissíveis (DST's); tornando-se necessária a difusão da educação em saúde para este público. Os programas de ensino devem ser realizados por profissionais da saúde que estejam devidamente habilitados para explanar sobre o assunto, e devem estar voltados para estratégias informativas e ilustrativas de prevenção e promoção á saúde. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: Trata-se de um trabalho desenvolvido no âmbito do Estágio de Fisioterapia Uroginecofuncional e Obstetrícia, para a turma de 9º período da Universidade Potiguar - UnP, localizada na cidade de Natal, Rio Grande do Norte. A prefeitura de Parnamirim, tem uma parceria com a instituição de ensino (UnP) e dessa forma os alunos de fisioterapia desenvolveram essa atividade na Escola Maria do Céu Fernandes. As turmas que faziam parte da intervenção eram do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, tendo uma intervenção semanal, uma classe por vez para abordar as temáticas direcionadas á faixa etária. Os temas abordados foram relativos á prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce. As explanações foram realizadas através de linguagem coloquial e acessível, de maneira ilustrativa, utilizando como recurso a apresentação de slides com imagens, podendo a qualquer momento, o aluno interromper e realizar o questionamento. A explanação durava em média 30 minutos, com mais vinte minutos para os questionamentos e sempre contava com a presença da professora da turma. IMPACTOS: O modelo de assistência de educação em saúde tem servido para transmitir o conhecimento que muitas vezes, as crianças e adolescentes não têm acesso nas salas de aula ou em casa. Neste contexto, eles têm a oportunidade de adquirir informações relevantes para a sua vida, que podem ser repassadas por eles para seus familiares e amigos, além de serem orientados a buscarem atendimento na unidade assistencial (UDA), caso apresentem alguma alteração física. Além disso, possuem a abertura para questionar sobre o assunto, quando muitas vezes não têm essa liberdade em outros âmbitos de convivência social. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As ações preventivas e de promoção da saúde devem ocorrer através de iniciativas inovadoras de informação, educação e comunicação, tendo a preocupação de direcionar a faixa etária pra que a absorção do conteúdo explanado seja eficaz. Dessa forma, a Fisioterapia acaba sendo difundida enquanto núcleo de conhecimento importante não apenas para o atendimento propriamente dito, como também para a orientação e capacitação de indivíduos em formação de conhecimento, no contexto escolar e contribuindo para o acesso á saúde de forma integral.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.