ELABORAÇÃO DE METODOLOGIA DE RASTREAMENTO DO PÉ DIABÉTICO: UMA EXPERIÊNCIA DE INTERAÇÃO ENTRE PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM FISIOTERAPIA E ESF EM PRESIDENTE PRUDENTE-SP

Renilton José Pizzol, Ana Lúcia de Jesus Almeida, Antonio Marcos Negreiro Martins, Nathália Serafim da Silva

Resumo


INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus (DM) permanece como um importante problema de Saúde Pública brasileiro e um desafio para a Atenção Básica em Saúde (ABS). Dentre as complicações do DM se encontra o pé diabético, problema muito comum e impactante que é responsável entre 40% e 70% das amputações não traumáticas de membros inferiores na população geral. Por essas razões o pé diabético tem sido objeto de investigação por parte do Ministério da Saúde que elege o seu rastreamento em ambientes de ABS como estratégia fundamental para a sua prevenção. No caso das ESFs preconiza-se que o rastreamento deve ser realizado pela equipe de saúde. No entanto, devido á alta demanda a atuação de outros profissionais, como o fisioterapeuta pode contribuir de modo determinante na ampliação da identificação precoce do problema e aliviar a demanda no serviço. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: A elaboração de uma metodologia de rastreamento do pé diabético fundamentou-se na relação entre o serviço de uma ESF e o Programa de Residência em Fisioterapia em Presidente Prudente-SP. O processo foi caracterizado pelos seguintes passos: demanda identificada pelo Serviço, estudo aprofundado do Manual do Pé Diabético pelos atores do processo, elaboração compartilhada entre Serviço-Residência de uma Ficha de Rastreamento do Pé Diabético, aplicação na própria ESF e no domicílio da Ficha em pessoas com DM pela Residência, discussão da classificação do Risco de Pé Diabético entre médico/enfermeiro do Serviço e preceptores/residentes e inserção da Ficha nos prontuários da ESF do diabético avaliado para posterior intervenção da equipe de saúde. IMPACTOS: A elaboração compartilhada da Ficha de Rastreamento do Pé Diabético permitiu, em um curto espaço de tempo, realizar avaliação de 70 pessoas com DM e identificar pessoas com Estratificação de Risco Grau 3 que necessitam de uma intervenção mais rápida do Serviço de Saúde. Esse processo de elaboração da ficha e sua aplicação contribuíram também para uma redução da demanda pelo rastreamento do pé diabético que é solicitada pelo MS ás ESFs. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O processo de elaboração de metodologia de rastreamento do pé diabético mostrou que a Interação entre Serviço de Saúde e Ensino da Residência em Fisioterapia pode funcionar como estratégia importante de identificação de problemas de saúde e de intervenção precoce.

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.