EXPERIÊNCIA ACUMULADA DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA DO UNIFESO COM O TESTE DE PROGRESSO

Marcos Felipe Marinho Correa, Andréa Serra Graniço, Paula Carvalho Rezende, Raí dos Santos Oliveira, Vinícius Baltar de Araújo

Resumo


INTRODUÇÃO: O Teste de Progresso, projeto institucional incorporado ao calendário letivo e aplicado anualmente, tem por finalidade avaliar o desempenho cognitivo dos estudantes durante o curso e o próprio curso, permitindo uma análise da relação entre conteúdo e estrutura curricular e o desenvolvimento dos estudantes. Além disso, permite ao discente acompanhar a evolução do seu desempenho ao longo da graduação, servindo como avaliação formativa e identificando problemas potenciais. Desta forma, os resultados nos possibilitam refletir as potencialidades e fragilidades do curso, evidenciando, assim, maior necessidade de interlocução entre os docentes envolvidos na formação profissional, além de implementar ações para a melhoria contínua da qualidade do ensino. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: O Curso de Graduação em Fisioterapia realiza o teste sistematicamente desde 2008. Atualmente, o mesmo é composto por 60 questões de múltipla escolha, com cinco opões e apenas uma correta, sendo 10 referentes aos Conhecimentos Gerais e 50 de Conhecimentos Específicos em Fisioterapia. Os conteúdos específicos estão divididos em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN): Ortopedia/Neurologia/Pediatria/Uroginecologia/Cardiorrespiratória. Após a realização, é disponibilizado um gabarito oficial contendo as respostas corretas, a categoria, nível de dificuldade e um breve comentário justificando-o com referências bibliográficas. Além disso, é produzido um relatório oficial, individual, contendo uma análise detalhada, com gráficos e tabelas, incluindo: média final no conhecimento específico do curso e conhecimento gerais; comparativo de sua média atual com a média anterior para verificar seu desempenho; análise da categoria e do grau de dificuldade das questões; índice de dificuldade; e o gabarito processado, indicando suas respostas e destacando as respostas corretas. IMPACTOS: O resultado é apresentado individualmente para cada estudante, permitindo a análise do desempenho e crescimento no processo de formação. A coordenação do curso realiza uma conferência com os estudantes, alertando-os quanto á importância de refletir suas fragilidades e realizarem uma análise crítica do seu desempenho, comparando-o á média do curso, não como caráter de competitividade, mas para ter uma ideia do seu desempenho. ƒ importante refletir também, se as questões de erros e acertos têm relação ao grau de dificuldade, por exemplo, se os acertos estão somente voltados ás alternativas de nível fácil, média ou difícil. Assim como entender se aqueles conteúdos das questões de acertos estão sendo discutidos no período de realização do teste. Concomitante a isso, o discente é capaz de perceber seu avanço do ganho cognitivo, por exemplo, no primeiro ano do curso um estudante obteve uma média de 18% de acertos, tendo essa média aumentada durante os anos seguintes, e por fim, no ano de formação alcançando uma média de 71,5% de acertos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Para que o TP possa ser considerado e reafirmado como momento de aprendizagem cognitiva, os docentes são orientados a disponibilizarem no seu planejamento um momento para discussão das questões do teste, de acordo com a sua área de conhecimento. O teste pode ser considerado como uma avaliação abrangente, que permite evidenciar o conhecimento cognitivo construído no decorrer do curso e a capacidade de reflexão, resolução de problemas e tomada de decisão, e, sobretudo uma avaliação progressiva de acompanhamento do auto desenvolvimento.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.