METODOLOGIAS ATIVAS E AVALIAÇÃO PRATICA INTEGRATIVA NA FORMAÇÃO DE GRADUANDOS AUTONOMOS E REFLEXIVOS

Erica Passos Baciuk, Juliana Valéria Leite

Resumo


INTRODUÇÃO: A utilização de Metodologias Ativas (MA) no ensino superior é cada vez mais frequente e tem se mostrado bastante eficiente. Isso se justifica porque a atual geração de alunos que faz graduação tem amplo acesso á informação e necessita de estratégias de ensino que estimulem a reflexão sobre estas informações e sua aplicação; o interesse e a motivação dos graduandos nas aulas deve ser grande quando a aplicabilidade do conhecimento na atuação profissional futura é evidente; e os docentes de ensino superior apresentam conhecimentos aprofundados em temas específicos e têm experiência em pesquisas, o que permite a utilização de metodologias ativas. A diferença fundamental que caracteriza um ambiente de aprendizagem ativa é a atitude ativa do aluno de analisar, sintetizar, pesquisar, resolver, em contraposição á atitude passiva geralmente associada aos métodos tradicionais de ensino. A MA está associada ao mundo real, e ajuda a desenvolver competências ou habilidades cognitivas superiores que permanecem mesmo com o passar do tempo. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: A proposta de nosso trabalho é tornar os estudantes mais independentes em relação ao seu aprendizado, de forma a fazer com que ele seja parte ativa nesse processo, utilizando diversas estratégias de MA, assim como construindo uma avaliação condizente com estas metodologias. Baseado no sistema OSCE (Objetive Structurad Clinical Examination) aplicado aos cursos de medicina, implantamos nossa Avaliação Integrativa Prática (AIP), cujo objetivo foi avaliar o que os alunos fazem e não apenas o que eles sabem. Esta se baseia em estações simuladas. As principais habilidades avaliadas foram comunicação e interação com pacientes e familiares; anamnese; exame físico geral e especial; raciocínio clínico e formulação de hipóteses de diagnóstico; interpretação de exames laboratoriais; proposição e execução de ações; orientação e educação ao paciente; e resolução de problemas. Foram 4 estações, com 5 minutos para leitura do caso e execução das tarefas e 1 minuto para devolutiva do examinador. IMPACTOS: A percepção dos alunos de 5º e 7º períodos, que realizaram esta avaliação pela primeira vez, quanto ao grau de dificuldade na realização da mesma foi para 5º e 7º respectivamente, 26% e 50% médio, 37% e 41% difícil, e 37% e 7% muito difícil; quanto ás instruções fornecidas para a resolução das tarefas serem suficientes para a resolução da tarefa, 7% e 36% responderam sim, em todas elas, 24% e 22% na maioria delas, 54% e 26% responderam somente em algumas, e 13% e 4% responderam não, em nenhuma delas; quanto á percepção da abordagem de cada estação, 29% e 18% estudou alguns desses conteúdos, mas não os aprendeu, 28% e 43% estudou a maioria desses conteúdos, mas não os aprendeu, 29% e 39% estudou e aprendeu muitos desses conteúdos, e 6% e 5% estudou e aprendeu todos estes conteúdos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A experiência da implantação da AIP foi exitosa em todos os aspectos, desde sua construção coletiva, envolvendo todos os professores fisioterapeutas, a execução, os resultados e a avaliação da percepção dos alunos quanto á AIP, que mostrou que estamos no caminho certo para a formação de profissionais autônomos e competentes.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.